Durante sessão da ALPB em Campina Grande, Cássio Cunha Lima e Guilherme Almeida criticam Governo Federal

A exemplo do que aconteceu com a chamada “Caravana da seca”, a Assembleia Legislativa da Paraíba deverá produzir um relatório, com base no que foi discutido durante a sessão especial alusiva ao Dia Mundial da Água, realizada ontem pela manhã, no auditório da FIEP, em Campina Grande, para encaminhar a diversas autoridades.

“Vamos preparar um relatório, sugerindo às autoridades maiores investimentos para resolver de forma definitiva e imediata os problemas de irrigação na bacia do Açude de Boqueirão e o racionamento de água nas cidades abastecidas pelo manancial”, confirmou o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo.

Também foi anunciada, ao fim da solenidade, a criação de um grupo de trabalho envolvendo diversos segmentos, a exemplo da Fiep, Dnocs, Associação dos Irrigantes, Cagepa, Aesa, universidades, Ministério Público, representantes dos municípios, membros das câmaras de vereadores, a Câmara de Dirigentes Lojistas e a Associação Comercial.

A sessão atendeu a uma propositura do deputado Assis Quintans, que afirmou ser necessário impedir a repetição de um colapso no abastecimento da região. “Temos uma responsabilidade muito grade, que é prevenir para não repetir o que presenciamos entre 1998 e 2002, quando ocorreram verdadeiros colapsos no sistema de abastecimento de água no Compartimento da Borborema”, ponderou Quintans.

A sessão registrou alguns discursos duros direcionados ao Governo Federal. O deputado estadual licenciado Guilherme Almeida, atualmente exercendo a função de secretário de Agricultura de Campina Grande, representou o prefeito Romero Rodrigues e, durante pronunciamento, lamentou o atraso nas obras de transposição do São Francisco.

“Primeiro, falaram que a obra seria concluída em 2012. Agora, projetam para 2015, mas nada de concreto foi feito até o momento, penalizando a população nordestina. Infelizmente, temos certeza de que esta obra não será executada até 2015, gerando uma inquietação entre todos os que sonham com uma solução para a questão da seca em nossa região”, declarou Guilherme.

Quem também criticou o Governo Federal foi o senador Cássio Cunha Lima, que fez um comparativo das ações em situação de emergência do Palácio do Planalto em relação ao Nordeste o Sul-Sudeste. “Faltam projetos para o Nordeste, para a Transposição. Não há recursos para socorrer o povo sertanejo e nosso rebanho, que está sendo dizimado. Mas, há recursos para atender as vítimas de enchentes do Sul e do Sudeste. A falta de investimentos leva à calamidade”, comentou o senador.

“Quando faço alguma cobrança no Senado Federal, o governo imediatamente responde que tem o Bolsa Família. Pergunto aos estudantes aqui presentes: vocês estão estudando para receber Bolsa Família?”, questionou Cássio, durante seu discurso.

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