Pimentel Filho diz que Ivonete tentou atropelar regimento e nega que queira controlar Câmara


O vereador peemedebista Pimentel Filho, protagonista de uma série de bate-bocas com a socialista Ivonete Ludgério durante a tumultuada sessão desta quarta-feira, afirmou e reafirmou que o grupo da parlamentar teria tentado atropelar o Regimento Interno da Câmara Municipal para impor a votação do aumento do número de comissões.

“Vieram dizendo que iam dar entrada em um Projeto de Lei, que não existia até o momento, e a vereadora Ivonete dizendo que eu queria mandar nas coisas aqui, que iam votar de todo jeito. Eu disse que tinha que obedecer o Regimento Interno”, afirmou. De acordo com Pimentel, sua posição seria meramente um gesto de respeito às normas que regem a Casa de Félix Araújo.

“Nós somos vereadores e temos que obedecer o regimento. Você não pode colocar uma coisa de urgência que não existe. A lei é muito clara. Querem passar para treze comissões? Tudo bem, nós concordamos. Mas, para ser dada entrada em um projeto, ele tem que entrar na ordem do dia. Não podemos modificar as coisas ao nosso bel prazer”, comentou.

Para Pimentel, vereadores novatos ainda demonstram desconhecer as normas do parlamento mirim campinense. “Fui eu que escrevi o Regimento Interno da Câmara e, mesmo assim, não sei de cor tudo o que tem lá. Então, é normal que quem está chegando ainda não conheça inteiramente o regimento”, avaliou, numa crítica indireta ao posicionamento de Bruno Cunha Lima.

Questionado se tenta, como afirmou Ivonete, impor sua vontade na Câmara, Pimentel Filho negou veementemente. “É chamar todos os vereadores de débeis mentais. Existem 23 vereadores e eu não posso ser a maioria única aqui. Evidente que, num caso destes, eu disse o que podia e o que não podia, mediante o regimento”.

Para o peemedebista, sua postura denotaria apenas zelo pelas leis que normatizam o cotidiano da Câmara. “Isso é imposição? Não. Imposição é dizer, como disse um vereador: ‘Tem que votar o projeto’. Aí eu não aceito. Porque estou respaldado numa lei que diz que se votar desse jeito eu vou na justiça e anulo. Então, ninguém está sendo intransigente”, garantiu.

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