Comércio varejista fecha 2012 com expansão de 8,4% no volume de vendas

Rio de Janeiro – O comércio varejista brasileiro fechou o ano de 2012 com expansão de 8,4% no volume de vendas. O segmento hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo respondeu por 44,6% dessa taxa e foi o principal responsável pelo impacto no resultado anual, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com aumento de 12,3% em relação ao ano anterior, a atividade de móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto (26,6%) na taxa anual do varejo. A pesquisa sugere que o bom desempenho foi decorrente da manutenção do crescimento do emprego, do rendimento e da disponibilidade de crédito, redução dos preços, sobretudo, dos eletrodomésticos, estimulado pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde dezembro de 2011 para a linha branca e, a partir de março, para móveis.

O terceiro maior impacto no resultado da pesquisa veio da atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, ao registrar variação no volume de vendas de 9,4% em 2012, comparado com o ano de 2011.

Em dezembro, o volume de vendas do comércio varejista registrou queda de 0,5% na comparação com novembro, o primeiro resultado negativo após seis meses consecutivos de crescimento. A receita nominal cresceu 0,2% em dezembro.

Para o comércio varejista ampliado, composto do varejo mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, foi registrada alta de 1,3% para o volume de vendas e de 1,1% na receita nominal de vendas em dezembro passado na comparação com novembro passado. Na comparação com dezembro de 2011, os aumentos foram de 5% e de 7,7%, respectivamente. No acumulado do ano, os aumentos foram de 8% para o volume de vendas e de 9,5% para a receita nominal.

Apenas sete dos 26 estados brasileiros registraram variações positivas em dezembro na comparação com novembro de 2012 para o volume de vendas, com destaque para: Rondônia (1,5%); Pará (1,3%); Santa Catarina (1,1%) e Pernambuco (1,0%). Já as principais quedas foram registradas em Tocantins (-6,5%); Mato Grosso do Sul (-5,2%); Amapá (-4,9%); Mato Grosso (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,3%).

Na comparação com dezembro de 2011, apenas cinco unidades da Federação apresentaram resultados negativos no volume de vendas em dezembro passado: Distrito Federal (-3,5%); Amazonas (-1,2%); Acre (-1%); Mato Grosso (-0,3%) e Minas Gerais (-0,2%). As maiores altas foram registradas em Roraima (14,8%); Espírito Santo (12,2%); Pernambuco (10,6%) e Mato Grosso do Sul (10,5%).

No acumulado do ano, nenhum estado registrou variação negativa para o ano de 2012. Os maiores acréscimos no volume de venda do varejo ocorreram em Roraima (26,7%); Amapá (17,7%); Mato Grosso do Sul (16,9%) e Tocantins (15,3%).

Ainda segundo o IBGE, os resultados trimestrais apontam desaceleração no crescimento do volume de vendas. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre do ano, houve queda da taxa de 2,2% para 0,9%.

Agência Brasil

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