Acordo no TRT define fim da greve na Energisa e sindicado ressalta conquistas dos trabalhadores

21/02/13

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Um acordo celebrado na tarde desta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho pôs fim à greve da Energisa, iniciada pelos trabalhadores de 222 das 223 cidades do Estado na última segunda-feira, 18. O diálogo entre a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) e representantes da Energisa foi mediado pelo desembargador Ubiratan Moreira Delgado, vice-presidente do TRT.

Segundo o presidente do STIUPB, Wilton Maia, como resultado da campanha deflagrada pela categoria, reivindicações importantes dos eletricitários foram contempladas no acordo, caso, sobretudo, da cobrança por isonomia entre trabalhadores da Energisa Paraiba e Energisa Borborema.

Conforme a ata assinada no TRT, a Energisa “se compromete a discutir, em duas reuniões mensais para cada um dos itens, referentes à pauta reivindicatória do sindicato, relativa à isonomia de trabalhadores na Paraíba: a) ônibus e auxílio-creche/criança, até abril de 2013; b) assistência médica e prêmio gozo de férias, até junho de 2013; c) auxílio excepcional e auxílio a portadores de deficiência, até agosto”.

Segundo o documento, ficou definida a manutenção de todas as cláusulas sociais do acordo coletivo 2011/2012, bem como a implantação de 6% sobre o salário-base vigente em 31 de outubro de 2012; valor de R$ 1300 correspondente a abono eventual; reajuste de 6% para os benefícios já existentes; piso salarial de R$ 700 e o pagamento retroativo a novembro.

Também foi estabelecido o valor do ticket alimentação em R$ 590, retroativo a novembro; bolsas de estudo para cursos técnicos correspondente a 60% do custo; e que a empresa custeará as taxas para mudança de categoria na Carteira Nacional de Habilitação. A Energisa ainda terá que abonar as faltas dos trabalhadores ocorridas em virtude da greve, e a data-base da categoria foi fixada em 1° de novembro.

“Valeu a luta de todos os trabalhadores, o empenho da categoria. A luta por conquistas para o trabalhador é um processo que nunca chega ao fim, é constituído de etapas. Temos ciência de que ainda há muito a avançar e continuaremos, enquanto sindicato, lutando incessantemente pela categoria. Mas, é preciso reconhecer as conquistas como vitórias que devem ser celebradas”, comentou Wilton Maia.

Assessoria

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