Prefeitura divulga nota sobre impasse na negociação do pagamento de salários atrasados

A Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande soltou a seguinte nota, que o blog publica na íntegra. Veja:

NOTA

O Prefeito Romero Rodrigues reafirma a sua solidariedade para com os Servidores Públicos de Campina Grande, que sofrem com a falta de pagamento dos seus salários referentes ao mês de dezembro e ao décimo terceiro, os quais deveriam ter sido pagos no mês passado, ainda durante a gestão anterior. Ao mesmo tempo, o Prefeito esclarece que os problemas não foram originados na atual gestão e que a Prefeitura não tem capacidade financeira para pagar o débito de uma só vez, reiterando a proposta de saldar o total da dívida em três parcelas mensais, a primeira ser paga já a partir desse mês de janeiro.

Romero destaca que foi ele próprio quem tomou a iniciativa de convocar uma reunião e apresentar ao SINTAB uma proposta de pagamento do débito e lembra a inviabilidade do município em acatar as sugestões do Sindicato que foram: a de tomada de empréstimos - um modelo que constrangeria ainda mais o servidor e a da venda da folha de pagamento de pessoal da PMCG, uma vez que a mesma já foi vendida no ano passado pelo prazo de 5 anos. Já o Coordenador de Comunicação da Prefeitura, José Araújo, recorda que o Sindicato já referendou no governo passado, o pagamento de débitos salariais com parcelamento em até sete vezes.

Durante a reunião com o SINTAB na última quinta-feira, 10, foram apresentados documentos que mostraram os débitos da Prefeitura para com os servidores, superiores a 16 milhões de reais, e o valor da primeira cota do FPM, na ordem de apenas 1,5 milhões. “É impossível o pagamento integral imediato”, afirmou Araújo.

O prefeito determinou o pagamento imediato do Vale-Transporte, assegurando que não haverá o corte do ponto dos funcionários que faltaram ao trabalho, e frisou que continua aberto ao diálogo com os servidores por intermédio do SINTAB. “Não acreditamos na deflagração de greve. Acreditamos no diálogo e estamos aguardando um comunicado oficial do Sindicato com uma contraproposta a ser discutida pelo governo e servidores”, apelou o prefeito, que já deixou claro que o município está vivendo uma economia de guerra, com ele e os secretários utilizando linhas telefônicas, veículos e combustível pagos com o dinheiro dos próprios bolsos.

Recusar a proposta da Prefeitura é desconsiderar todo o esforço feito para a quitação do débito em três meses, uma vez que a equipe do governo apresentou uma planilha inicial de pagamento que se esgotaria só ao final do primeiro semestre. “A proposta formulada significou um esforço ao máximo de gestão financeira. O fato é que é impossível pagar três folhas dentro de um único mês”, assegurou Romero.

    O Prefeito ainda esclarece que a negociação de débitos também está sendo feita com outros credores da Prefeitura sob a forma de moratória e que todo os pagamentos também se darão em parcelas. “São apenas 10 dias de um novo governo, há que se ter compreensão e se dar um voto de confiança”, solicitou Romero.

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