A incrível estratégia do governo Veneziano: negar, desqualificar, atacar e criar mundo paralelo

É impressionante, surpreendente, diga-se mesmo incrível a estratégia desastrada do governo Veneziano nessa reta final de mandato. Não é possível entender como um político carismático, que tem no currículo a façanha de haver desbancado um grupo que dominava há duas décadas a política municipal, pode deixar-se quedar a rumos tão abissais.

Não que haja em Campina Grande o caos que alguns adversários do prefeito desenham. E, muito menos, a bonança que alguns aliados tentam pintar. Há, sim, uma série de desordens lamentáveis e inexplicáveis. Todavia, o pior, o mais absurdo, o que beira o ridículo e afronta os campinenses é a reação do Palácio do Bispo.

A primeira estratégia é negar. Negar, negar e negar. As pessoas reclamam que, em alguns pontos da cidade, o caminhão do lixo não faz a coleta normalmente. Todo mundo vê. Mas, a prefeitura nega. É mentira. É ficção. Não existe. E toda a cidade vendo aquilo que, pateticamente, nega-se.

Inconformada, num gesto difícil de qualificar, de tão deploravelmente impressionante, a assessoria do prefeito manda nota às rádios desqualificando as reclamações das pessoas. Como se fosse tudo mentira. Pior, como se todos os cidadãos que se queixam pelo lixo não recolhido estivessem a serviço de grupos políticos.

Uma estratégia de desqualificar que ataca a população de uma cidade que conduziu Veneziano por duas vezes ao governo. Um ataque a quem menos merece, a quem deveria receber do prefeito e seus assessores repetidos agradecimentos. Uma tentativa incrível de ainda se criar um mundo paralelo, uma Campina Grande de propaganda, uma cidade irreal. Uma violência alarmante contra os campinenses.

Veneziano não está morto. Não está acabado. É forte, ágil e uma ameaça relevante aos seus adversários. Mas, anda na corda bamba sob o precipício, aparentemente sem atinar com o caráter desastroso destes últimos atos. Um comportamento impressionante e surpreendente. Diga-se mesmo incrível.

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