Seqüestro com ex-candidatos envolvidos e as perguntas que ficam no ar

A primeira pergunta que vem à mente de quase todos os campinenses diante da informação que dois ex-candidatos a vereador foram, segundo a Polícia Civil, os mentores do seqüestro de Angélica Aparecida Vieira, irmã do jogador Hulk, provavelmente é: e se estes políticos tivessem conseguido se eleger, como se portariam cumprindo um mandato legislativo?

Sem entrar no mérito do caso, que caberá à Justiça julgar, o fato é que uma notícia como esta provoca inquietação. Com votações inexpressivas, Élio Silva em 2008 e Rodolfo Sinfrônio agora não chegaram sequer perto de ocupar uma cadeira na Casa de Félix Araújo. Mas, e se tivesse sido diferente?

Essa inquietação também é provocada ao percebermos que figuras capazes de atos como este, um seqüestro, tinham em mente ocupar um cargo eletivo na cidade. Claro que todo mundo sabe que há todo tipo de gente de olho numa confortável cadeira de vereador (como de outros cargos públicos), mas, quando um fato concreto se apresenta, essa realidade se mostra muito mais tangível.

E, nesse ponto, cabe outra pergunta, ainda mais inquietante: e se, por acaso, essa não apenas fosse uma realidade possível como um fato já ocorrido? Ou seja, e se figuras de conduta duvidosa, algum dia, já estiveram em plenário, quando, provavelmente, o lugar mais apropriado fosse uma cela?

São apenas questionamentos. Mas, questionamentos que incomodam, preocupam e inquietam.

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