Relatório reacende embate na UEPB e, em nota, procurador promete ação contra "abjetas atitudes"

A consulta prévia para reitor da Universidade Estadual da Paraíba aconteceu em maio, mas, seis meses depois, com a proximidade do fim do prazo para que o Governo do Estado nomeie um dos três nomes apontados pela lista tríplice encaminhada pela universidade, o processo “eleitoral” foi retomado com tintas carregadas.

Em diversos veículos de imprensa, já recomeçou a saraivada de artigos, matérias e notas, a maioria fustigando a gestão da reitora Marlene Alves. O último capítulo tem girado em torno de um relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado, que apontaria uma série de irregularidades no exercício de 2011 das contas da UEPB.

O documento, trazido a público pela Associação dos Professores, que é presidida pelo candidato que ficou em segundo lugar na consulta, José Cristóvão de Andrade, traz um balanço de despesas com restaurantes, hospedagens, diárias, passagens aéreas e locação de veículos, bem como “empenhos significativos emitidos a favor de servidores temporários”.

Através de ofício, a ADUEPB requereu à reitoria da UEPB “devidas justificativas sobre as denúncias contidas no Relatório do Tribunal de Contas do Estado”. A íntegra do documento pode ser acessada clicando AQUI.

Diante da repercussão do assunto, a universidade emitiu uma nota, assinada pelo procurador da instituição, Ebenezer Pernambucano, afirmando que “o relatório, em si, não condena ou absolve nenhum gestor”. Acrescenta que supostas irregularidades também foram apontadas nos exercícios anteriores e, mesmo assim, após apresentação da defesa, as contas acabaram aprovadas pelo TCE.

“Cumpre ressaltar que, entre 2004 e 2011, nenhum pseudo paladino teve a iniciativa de tornar público os relatórios que apontavam possíveis irregularidades da UEPB, embora a cada ano estes fossem editados e a correspondente defesa fosse apresentada”, ironiza o procurador.

Para Ebenezer, “a utilização do citado relatório, como se este fosse um libelo contra a gestão da UEPB, representa o último e triste acalanto daqueles que, movidos pela ilusão, acham que através do engodo lhes será possível atingir o poder – o poder que lhes foi negado, de forma peremptória, pelos três segmentos”.

O procurador, por fim, classifica a suposta manipulação do relatório como “abjetas atitudes adotadas ostensivamente por estas pessoas” e acrescenta que “pela natureza criminosa das mesmas, são passíveis de apuração na via judicial – o que já está sendo providenciado”.

Veja a íntegra da nota, clicando AQUI.

Um comentário

Anônimo disse...

Esse procurador parece um pouco confuso e bastante agressivo. Ele msm sabe que nao existe eleição para a UEPB, mas, sim, consulta previa para a indicação dos tres nomes ao governador. Quando os nomes sao enviados, nao se importa a colocação dos postulantes, mas, a avaliação técnica, administrativa e politica da prerrogativa governamental. Espero que Ricardo, o qual atraves da procuradoria estadual ingressou com um processo de improbidade administrativa conta a gestao de marlene, nao nomeie o Rangel pois nesse caso ele estaria confirmando as condutas apontadas no relatorio do tribunal de contas.

.