Reclamações, queixas e denúncias se acumulam. E o Palácio do Bispo em silêncio

Não dá para contabilizar a quantidade de reclamações e denúncias sobre atrasos de pagamentos envolvendo a gestão municipal em Campina Grande. As queixas vão desde prestadores de serviço a aposentados, passando por fornecedores e entidades filantrópicas que, de chapéu na mão, suplicam os repasses das minguadas subvenções.

Sem falar nos trabalhadores do antigo lixão, que dizem não receber há três meses as cestas básicas mais R$ 100 prometidos pela Prefeitura.

Servidores mostram extratos em que seus nomes aparecem na lista negra dos serviços de restrição de crédito (SPC e Serasa) porque descontos de empréstimos consignados simplesmente não teriam sido repassados aos bancos, embora descontados pela Prefeitura na fonte.

Em vários bairros da cidade, o lixo se acumula nas calçadas porque os caminhões coletores não passam nos dias regulares. O cidadão coloca as sacolas com os detritos na calçada, sem ter a menor idéia de quando o lixo será coletado. A cidade fede, embora alguns áulicos incorrigíveis não sintam o odor.

E, em meio a tudo isso, onde está o governo? Melhor, onde está o chefe do governo? É do comando que deve partir as respostas, e não dos comandados. Sobretudo em momentos como este. E o fato é que desde o fim do processo eleitoral o prefeito não se manifesta.

Enquanto isso, numa forma muito estranha de responder às queixas que se acumulam, assessores atacam (para variar) gestões passadas. Hoje, no rádio, um deles, comentando as reclamações, achou como justificativa atacar os ex-prefeitos Félix Araújo Filho e Cozete Barbosa. Deve ser por causa de Félix e Cozete que os prestadores ficaram sem receber e o caminhão do lixo sem passar.

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