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Google pede suspeição de juiz Ruy Jander, que vê, na ação, tentativa de intimidar justiça

Os advogados do Google Brasil impetraram uma ação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba pedindo o reconhecimento de suspeição do juiz Ruy Jander Teixeira da Rocha, da 17ª Zona Eleitoral, coordenador da propaganda de mídia e internet, responsável pela decretação da prisão de um dos diretores da empresa transnacional, Edmundo Luiz Pinto, por descumprimento de ordem judicial.

O Google se recusou a tirar do ar um vídeo considerado pelo magistrado ofensivo a um dos candidatos a prefeito. Conforme o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, os advogados da empresa afirmam que o juiz “foi extremamente combativo, atuando com uma gana e uma determinação raramente vistas até mesmo nos mais gabaritados advogados, expressamente formulou requerimentos, nítida e escancaradamente assumindo a posição de parte na lide a ele submetida”

No seu parecer, o procurador Yordan Moreira Delgado foi incisivo, e acusou o Google de se julgar acima da justiça. “Não vislumbro nas informações prestadas pelo magistrado a parcialidade (...) nem interesse no julgamento em favor de uma das partes. Verifico, ao revés, a defesa do Poder Judiciário, do efetivo cumprimento das ordens judiciais, que está sendo, injustificada e reiteradamente, negado pela empresa excipiente, que se arvora no direito de escolher as decisões que deseja cumprir, por concordar ou não com os fundamentos do juiz sentenciante”, afirmou.

Manifestando-se sobre a acusação, Ruy Jander tratou a ação do Google como inusitada e insólita. “A presente exceção de suspeição é mera demonstração de poder e tentativa de intimidar o juiz eleitoral”, declarou o magistrado.

E completou: “Um provedor de internet se comporta de forma insólita, arvorando para si o poder de julgar se uma postagem com fins de propaganda é negativa e ofensiva ou não é. Está evidente a conduta dolosa de resistir de todas as formas ao cumprimento de uma determinação de simples retirada de um vídeo anônimo degradante e ridicularizante a um candidato. Achando pouco, agora quer afastar o juiz do processo. É algo inusitado no mundo jurídico”, ponderou, em seu despacho.

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