Em Pocinhos, comemoração acaba na faca. Processo eleitoral é generalizadamente violento

Luiz Alexandre dos Santos, de 38 anos, o sujeito que feriu a golpes de faca o prefeito eleito da cidade de Pocinhos, Cláudio Chaves, e mais duas outras pessoas, teria afirmado não se lembrar das razões para a prática do crime, praticado durante a festa de comemoração do resultado das eleições.

Já a vítima, que está internada em Campina Grande, diz acreditar que o atentado teve motivações políticas. Esse caso, evidentemente, precisa ser investigado com rigor, para se chegar à verdade dos fatos.

De qualquer forma, seja por motivação política ou “apenas” pelo desatino de um único indivíduo, isoladamente, a violência, que por pouco não se converteu em tragédia em Pocinhos, chama a atenção para o clima pesado que boa parte das cidades vive por conta do processo eleitoral.

Em Lagoa Seca, o jornalista Márcio Rangel teve a casa cercada e o patrimônio depredado. Em outras tantas cidades, são inúmeras as ameaças, as agressões físicas, o extremismo desenfreado que deixa um rastro de sangue e de medo. E isso tudo sem falar da violência moral, da coação, da intimidação, das agressões promovidas à sorrelfa.

A política é, em tese, uma capacidade inerente aos seres racionais. Deveria, portanto, ser uma demonstração clara da superioridade intelectual e racional dos homens sobre os animais. Mais, cá por estas bandas, a política transforma os homens no mais irracional e bruto de todos os bichos.

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