Curiosidade: Vereadores que viraram governistas e os que mudaram de partido não se reelegeram

Os vereadores Marcos Raia (PMDB), Alcides Cavalcanti (PRTB) e Rodolfo Rodrigues (PR), que, ao longo do mandato, deixaram a bancada de oposição e aderiram à base do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, figuram entre os não reeleitos para a próxima legislatura na CMCG. Seria ou não seria simples coincidência?

Em 2008, Marcos Raia elegeu-se pelo PDT, sigla da família Feliciano, que teve, naquela eleição, a médica Lígia Feliciano como candidata a vice do prefeitável de oposição, Rômulo Gouveia. Era um membro discreto da bancada oposicionista. Virou um discreto membro da bancada governista.

Já Rodolfo elegeu-se com o apoio do primo, o hoje prefeitável Romero Rodrigues. Dois anos depois, rompeu com o tucano e passou para a base do governo, seguindo o rumo do seu partido, o PR. Acabou, inclusive, assumindo a liderança da bancada de situação, que passou a ser majoritária.

Alcides Cavalcanti, por sua vez, ensaiou uma adesão, mas, acossado pelo partido, recuou. Depois, sem pressão, foi de novo e acabou ficando no bloco governista. No ano passado, migrou para o PRTB.

Partido novo, derrota certa

Outra curiosidade: todos os vereadores que mudaram de partido não conseguiram se reeleger. É o caso dos já citados Marcos Raia e Alcides. E também de João Dantas (trocou o PTN pelo PSD), Ivonete Ludgério (trocou o PSDB pelo PSB), Antônio Pereira (trocou o PSB pelo PMDB), Cassiano Pascoal (trocou o PSL pelo PMDB) e Laelson Patrício* (trocou o PT do B pelo PT).

Seria tudo isso apenas coincidência? Ou não?

* Laelson ainda tem o registro pendente. Seus votos, cujo total ainda não foi divulgado, foram considerados nulos. Há recurso tramitando no TSE. Caso o recurso dele e de outros petistas do bloco ligado ao PP seja acolhido, pode haver mudança na composição dos eleitos.

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