Casos de família: Barrados pela justiça, candidatos são substituídos por parentes


O eleitor da cidade de Esperança vai às urnas votando em um candidato para eleger outro. Após ter seu registro cassado pelo ministro Antônio Dias Toffoli, do TSE, por ter contra si uma condenação por abuso de poder econômico, Nobinho Almeida, atual prefeito da cidade, preferiu não pagar pra ver e cedeu a vez, de última hora, a outro candidato.

Muda o nome, porém o sobrenome permanece o mesmo. Em seu lugar, disputa a prefeitura o sobrinho, Nilber Acioli Almeida. A vice, Rosa Bronzeado, também foi substituída por um parente, José Bronzeado Neto, filho de Rosa – e do deputado federal em exercício Armando Abílio.

Após saber da saída de Nobinho, seu concorrente, o deputado estadual Arnaldo Monteiro, juntamente com o vice, Doutor Ledo, também renunciaram. E foram substituídos por quem? No lugar de Arnaldo, concorre o filho, Anderson Monteiro. No lugar de Ledo, fica como vice sua filha, Roxana Nóbrega.

Cajazeiras

Na sertaneja Cajazeiras, o ex-prefeito Carlos Antônio também jogou a toalha, após ter seu registro indeferido no TSE pelo ministro Arnaldo Versiani. Pesa contra “Doutor Carlos” condenação por improbidade administrativa.

Diante do impedimento, Carlos Antônio também preferiu não arriscar e cuidou de ser substituído. Por quem? Pela esposa, Denise Oliveira.

Como não havia tempo para troca dos candidatos no sistema das urnas eletrônicas, os esperancences que forem votar em Nilber ou Anderson terão que votar, na verdade, em Nobinho e Arnaldo. E o eleitor de Cajazeiras que quiser sufragar Denise, votará, na verdade, em Carlos Antônio.

Parece confuso. E é mesmo. Mas, fica tudo em casa. Em pleno século XXI, cá por estas bandas a política é coisa de uma grande família - ou, na verdade, de algumas grandes famílias.

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