Atentados, agressões e depredações: eleição virou caso de polícia. Pobre Campina Grande!

É chocante, deplorável e repugnante o que se vê na Rainha da Borborema nesta reta final de segundo turno. Não há clima de festa da democracia em Campina Grande, mas de apreensão, desconfiança e virulência, num verdadeiro ambiente de guerra.

Alguns dos líderes políticos, que deveriam procurar conter os ânimos mais exaltados, com a moderação que se espera de agentes públicos, apenas insuflam ainda mais os militantes, áulicos e agregados, que se espalham pelas redes sociais e ruas da cidade como pequenas milícias.

Essa violência remete às disputas eleitorais da primeira metade do século passado cá na Serra da Borborema. Faz lembrar a tragédia da Praça da Bandeira, onde, em 1950, o extremismo resultou em mortos e feridos. Faz lembrar as depredações, confrontos e fura-pneus de outras eleições.

O que quer dizer que, embora vivamos em outro século, em tempos tidos como evoluídos, transformamos, como faziam nossos antepassados, um processo democrático em um tirinete insano, uma batalha de baixarias, um jogo de vale-tudo que é a maior de todas as evidências de que algo há de muito errado e podre sob tanta sede de poder.

Pobre Campina Grande!

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