Após trinta anos e sete eleições, professor consegue se eleger vereador em Campina Grande

Natural da pequena cidade de Jericó, Miguel Rodrigues da Silva, o Professor Miguel Rodrigues, tem 53 anos. Trinta deles disputando eleições para a Câmara Municipal de Campina Grande. A primeira foi em 1982, nos estertores da ditadura, mesmo ano em que Ronaldo Cunha Lima se elegeria prefeito da cidade e Wilson Braga governador do Estado.

Concorreu pelo PMDB, e obteve 698 votos. Na eleição seguinte, 1988, quando Cássio Cunha Lima se elegeu prefeito, voltou a concorrer, novamente pelo PMDB. Desta vez, recebeu 341 sufrágios.

Após dois insucessos, não disputou o pleito de 1992, quando Félix Araújo Filho tornou-se prefeito. Mas, em 1996, filiado ao PPB, voltou a concorrer, na eleição em que Cássio retornaria à prefeitura, e melhorou o desempenho, totalizando 1.024 votos. Mesmo assim, não deu.

Em 2000, ano em que Cássio seria reeleito, já filiado ao PSL, o professor praticamente repetiu a votação da disputa anterior: 1.037 sufrágios. Chegou perto. Passados mais quatro anos, e na refrega de 2004, vencida por Veneziano Vital do Rêgo, novamente candidato pelo PSL, alcançou sua maior votação: 1.141 sufrágios. Porém, novamente não deu.

Em 2008, na reeleição de Veneziano, já filiado ao PPS, teve a votação bastante reduzida: 769. Seis candidaturas, seis derrotas, queda na votação. Mas, ainda assim, Miguel Rodrigues insistiu. E, este ano, novamente pelo PPS, alcançou 1.642 votos, elegendo-se apertado, na coligação PP/PPS, abocanhando a 23ª vaga.

Se o professor Miguel Rodrigues, que mora às margens do Canal de Bodocongó, onde possui um campo de futebol que aluga aos desportistas amadores, será um bom vereador, não há como saber. Agora, ninguém pode negar que lição de persistência ele já deu.

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