Flávio Romero faz desabafo contundente, mas sem citar nomes. E nem precisaria citar

Não é preciso ser um especialista na política campinense para preencher as lacunas deixadas pelo professor Flávio Romero, ex-secretário de Educação do Município e candidato a vereador pelo PMDB, no desabafo que fez através das redes sociais. Na verdade, a insatisfação de Flávio é a mesma de outros candidatos do seu grupo, um sentimento quase generalizado que deve explodir abertamente após o 07 de outubro.

Por ora, ante as limitações impostas pelo período eleitoral, podemos apenas reproduzir os comentário publicados por Flávio Romero em seu Facebook, ficando a cargo do leitor atento preencher as lacunas com os nomes dos principais personagens. Vejam o que disse o ex-secretário:

Tem certas coisas que a gente ouve numa campanha eleitoral que marca a nossa história. Hoje, um "amigo", ou melhor, um ex-companheiro da administração municipal, que ainda ocupa cargo comissionado, me fez uma confissão que me deixou perplexo, mais ou menos assim: "amigo, você é um candidato qualificado, tem uma história de serviços prestados em nossa cidade, é um gestor de mão cheia. Demonstrou isso na UEPB e na Prefeitura. Tem um currículo invejável. Não tem nenhum candidato com a sua formação de pós-graduação (doutorado)".

Eu fiquei entusiasmado, esperando a declaração de voto. De repente, veio a pérola: "por ideologia, eu votaria em você. No entanto, voto em ____ por uma questão de sobrevivência. Preciso pensar em mim em 2013". Ou seja, é lamentável que esse "amigo" e tantos outros e outras, além de terem esquecido uma relação profissional antiga e de suposta amizade, estejam assumindo candidatura a Vereador, se enrolando literalmente em bandeira, se exibindo em caminhadas e arrastões, fazendo firulas, a fim de serem vistos pela candidata majoritária, como a tentarem impregnar na consciência da prefeitável uma imagem que amanhã possam garantir-lhes a permanência no "emprego".

É lastimável. É pequeno. É mesquinho. Pior é que alguns têm o cinismo de olhar para mim e dizer: "professor, estou com o senhor, viu?". Estou vendo mesmo. Apenas um registro final: não sou candidato de mim mesmo. Não fico na sombra de ninguém para ter projeção. Tenho passado e presente. O mandato não será apanágio de sobrevivência financeira e nem de presumida projeção social.

Os que carecem de viver sob as benesses do poder, como parasitas ou comensais, continuem traindo as suas consciências. De minha parte, apenas observo, registro e lamento.

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