“Fator ABC” e risco ao 2º turno definem estratégias de candidatos na reta final em CG – Parte 2


A 25 dias da eleição, a constatação mais segura é de que, em Campina Grande, nada está resolvido. A reta final da campanha é suscetível a chuvas e trovoadas, intempéries que podem dissolver todas as tendências e encaminhar o processo para um quadro novo. No entanto, a se manter o panorama atual e caso se confirmem algumas tendências, é preciso atinar para a possibilidade de encerramento do pleito no primeiro turno.

Temos, nesse instante, de acordo com a seqüência das pesquisas, o seguinte cenário e conjunturas:

* O candidato Romero Rodrigues, do PSDB, estaria perto de somar mais pontos de intenções de votos que as duas concorrentes diretas – Daniella Ribeiro (PP) e Tatiana Medeiros (PMDB) – juntas;

* Os quatro demais postulantes, juntos, não somam uma pontuação elevada (na pesquisa Ibope era 6%, e na da Consult, 4%); O “Fator ABC”, soma dos eleitores que não declaram voto a nenhum dos prefeitáveis, se aproxima da média das últimas eleições, restando, portanto, pouco terreno a ser conquistado nesse segmento – embora ainda não seja uma parcela desprezível;

* Romero mantém uma tendência de alta, potencializada, agora, pelo aparecimento do senador Cássio Cunha Lima no guia e nas inserções. Daniella, conforme se observa nas últimas pesquisas, segue uma tendência de queda. Quanto a Tatiana, a tendência é de estabilização tão logo encoste no teto de crescimento. Aparentemente, se ainda não chegou ao teto, está perto;

Os três aspectos acima animam os aliados de Romero a acreditarem numa vitória já no primeiro turno. Fato que realmente se mostra, neste momento, como uma possibilidade, desde que se mantenham as apontadas tendências: alta do tucano, queda da pepista, estabilização da peemedebista, inércia dos demais prefeitáveis.

Nessa lógica, cabe elencar alguns fatores que podem assegurar a necessidade do segundo turno:

* Não há certeza sobre a capacidade de Tatiana de ainda crescer. Apesar de a peemedebista está perto do teto, como governista sempre pode registrar uma pequena subida na reta final – e qualquer ponto pode ser decisivo. Aliás, Tatiana vem contando com a “colaboração” dos adversários, que têm poupado a gestão municipal de uma análise crítica mais severa;

* Caso Daniella Ribeiro consiga conter a sangria e reconquiste algum espaço, o avanço pode “morder” um percentual de eleitores do tucano;

* Nos últimos debates, postulantes que não figuram no pelotão de frente, principalmente Guilherme Almeida (PSC) e Artur Bolinha (PTB), tendem a conquistar alguns votos entre os indefinidos e entre os que hoje preferem um dos concorrentes da ponta, mas não estão “fechados” nessa posição;

Ainda convém lembrar que, no que se refere às pesquisas, institutos como Consult e Ibope colecionam um rosário de fiascos na Paraíba.

Conclusões possíveis

A esta altura do campeonato, julgamos poder concluir que:

1. Conforme previsto há muito tempo, Romero Rodrigues caminha sem sustos para ser o primeiro em 07 de outubro;

2. A possibilidade de não haver segundo turno pode e deve ser considerada, embora os próximos dias sejam de definição;

3. Havendo segundo turno, Tatiana Medeiros tende a ser a adversária do tucano;

4. Apesar disso, pelo histórico do processo eleitoral em Campina Grande, pelo que deve acontecer nos próximos dias (inclusive as baixarias e denúncias) e pelo que alguns concorrentes podem estar guardando na manga, é preciso saber que a eleição ainda está indefinida e não se pode, por exemplo, excluir Daniella Ribeiro do páreo, lamentar derrota ou cantar vitória antes do tempo.

É importante lembrar que essa é puramente uma análise individual jornalística interpretativa e opinativa, não tendo, portanto, caráter informativo e/ou pretensão científica.

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