“Fator ABC” e risco ao 2º turno definem estratégias de candidatos na reta final em CG – Parte 1



Muita gente tem questionado, nos últimos dias, por que o guia da candidata Daniella Ribeiro, do PP, vem centrando fogo no tucano Romero Rodrigues, quando, de acordo com as pesquisas, a pepista disputa a segunda vaga para o segundo turno com outra candidata, Tatiana Medeiros (PMDB). Parece ilógico. Mas, não é. Sem entrar no mérito das críticas e acusações, há duas razões para o bombardeio.

Para não ser tão prolixo, vamos, por ora, focar na primeira razão, que é a disputa pelo que vamos chamar de “Fator ABC” (veja quadro acima, que mostra os resultados das pesquisas desde o início da campanha). O “Fator ABC” é a soma do eleitor que não declara voto a nenhum candidato.

A nomenclatura e designação nas pesquisas variam conforme o instituto, mas, no geral, são os indecisos, os que não respondem, os que informam que pretendem votar branco ou nulo, e os que planejam não sufragar nenhum dos candidatos.

Parte desse eleitorado realmente vai anular ou “branquear” o voto, ou, ainda, não aparecerá para votar (o índice de abstenção é sempre expressivo). Mas, há, entre os eleitores “ABC”, uma percentagem que, na verdade, está indefinida e vai escolher um candidato na reta final da campanha. E esse eleitor é bastante visado pelos candidatos.

No que se refere à eleição deste ano, a briga por essa parcela dos campinenses entre os três postulantes principais tende a se concentrar mais entre Daniella e Romero, porque o eleitor indefinido mostra uma lógica indisposição aos candidatos de situação. Em suma, a maioria do eleitor que compõe o “Fator ABC” não aceita o postulante governista, mas não vê grande diferença ou maiores méritos nos demais concorrentes.

Ao mixar, em seu guia, o bombardeio a Romero e a exposição de propostas, Daniella tenta conquistar o eleitor indefinido, mostrando que é melhor (e tem melhores relações políticas) que o tucano. Porque – outro ponto curioso – Daniella tem expectativa de crescer sobre uma faixa semelhante à de Romero Rodrigues na fatia do eleitorado.

Nenhum dos dois têm grandes expectativas de crescimento sobre o eleitorado de Tatiana – assim como a peemedebista não consegue avançar sobre a faixa do tucano e da pepista. Porém, analisando-se as tendências, é possível observar a existência de uma possibilidade – agora menos irreal – de definição no primeiro turno.

Isso, entretanto, é assunto para a próxima postagem.

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