Em Campina Grande, guia começou com prestação de contas e candidatos folclóricos

O primeiro dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começou com a apresentação de candidatos a vereador e, em Campina Grande, já teve de tudo, desde os atuais parlamentares pedindo mais quatro anos até as tradicionais figuras folclóricas. Um candidato, já conhecido de outras campanhas, voltou a aparecer de violão na mão, enquanto um novato, defendendo a bandeira GLBT, fez piadinha com o próprio número.

Mas, um dos principais destaques do primeiro dia do guia foi mesmo a participação de boa parte dos atuais vereadores. No geral, os discursos foram semelhantes, com rápida prestação de contas e o surrado pedido, quase súplica, de “uma nova oportunidade”.

Alguns dos atuais parlamentares, não tendo um grande inventário de ações realizadas nos últimos quatro anos a relatar, apelaram para condescendentes e generalistas auto avaliações. Na estréia da propaganda, também não faltaram aqueles que fizeram questão de aparecer ao lado de padrinhos políticos, como, por exemplo, o senador tucano Cássio Cunha Lima.

O PT, que, com a impugnação dos postulantes vinculados à aliança com o PP, acabou ficando com muito tempo para pouco candidato, apelou para uma espécie de entrevista com cada concorrente. Além disso, o marketing do partido usou, entre uma apresentação e outra, uma vinheta que lembrava ao eleitor que se trata da legenda de Lula e Dilma Rousseff.

Hoje, é a vez dos candidatos a prefeito. Pela ordem, Sizenando Leal (PSOL); Romero Rodrigues (PSDB), da coligação “Por amor a Campina”; Alexandre Almeida (PT); Tatiana Medeiros (PMDB), coligação “Campina segue em frente”; Daniella Ribeiro (PP), da coligação “Pra Campina crescer em paz”; Artur Bolinha (PTB); e Guilherme Almeida (PSC), da coligação “Campina Grande ideal”.

Custos – O candidato Sizenando Leal revelou que seu partido enviou à Justiça Eleitoral a solicitação para um ajuste técnico na entrega do guia eleitoral à TV geradora na cidade, a Borborema. O PSOL reclama do elevado custo para converter a gravação do vídeo, originalmente salvo em DVD, para o sistema MiniDV – utilizado pela emissora.

“Cada fita de MiniDV custa R$ 12 e R$ 100 para transformar de DVD para MiniDV. Se fizermos só a metade dos programas, repetindo uma vez cada programa, teremos que gastar no mínimo R$ 1 mil com fitas e R$ 2 mil com a conversão de DVD em MiniDV, e sem contar com as inserções. A despesa poderá ser superior a R$ 3 mil”, reclamou.

“Para os partidos e figuras políticas acostumadas a fazer campanhas milionárias, é muito fácil, mas, para nós do PSOL, é muito difícil”, completou.

Um comentário

Paulo Gomes disse...

E nos ainda reclamamos quando os "PULÍTICOS" que elegemos nada fazem. De quem é a culpa, deles? do bispo? do papa?,ou será somente NOSSA. Infelizmente, Campina Grande é hoje, o espelho das escolhas que fizemos ontem. E o pior, é que não tem mais jeito, o bonde da história passou e nos ficamos parados ouvindo o canto da sereia. Campina Grande é hoje a terra do "JÁ FOI". Já foi isso, já foi aquilo, etc.etc. E ninguém faz nada,ninguém diz nada, nada de nada, nada, nada, e o tempo passando, passando... Agora é tarde Campina, só nos resta dizer "Descanse em Paz".

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