Notas da campanha que mal começou

Apesar dos ânimos sempre acirrados entre militantes mais apaixonados, correligionários e áulicos em geral, para o povo, que é quem realmente decide a eleição, a campanha praticamente não começou. E só vai começar mesmo quando começar o guia eleitoral, no mês que vem. De qualquer forma, os blocos já estão nas ruas e seguem-se algumas notas curtas sobre esses primeiros dias da campanha.

Corda bamba

Alexandre Almeida (PT) insiste, contra tudo e quase todos, em manter-se candidato. Terá sobrevida pelo menos até o dia 05, quando termina o prazo para julgamento das impugnações.

Sumido

Sizenando Leal (PSOL) espera o guia começar e, nesse meio tempo, ignora o uso das ferramentas de campanha, inclusive a internet.

Identidade

Artur Bolinha (PTB) caiu em campo, apostando no corpo a corpo com os eleitores nos bairros. As visitas também servem de estudo de campo para o guia e os debates. Uma curiosidade é que apesar de ter se registrado junto à Justiça Eleitoral como Artur Bolinha, o candidato do PTB tem sido trabalhado como Artur Almeida por sua assessoria.

Guerra e paz

Daniella Ribeiro (coligação “Pra Campina crescer em paz”) conseguiu instalar seu comitê de campanha em um ponto estratégico. A pepista chegou à campanha com o conceito de campanha formado, desde a identidade visual até o jingle. Mas, o pedido de impugnação dos adversários do PMDB e do PSDB não pareceu uma estratégia muito acertada.

Perspectivas

Guilherme Almeida (coligação “Campina Grande ideal”) ganhou fôlego novo após conquistar o apoio do PC do B. O escasso tempo do guia poderá atrapalhar, já que, como candidato leve, tem no vácuo do acirramento entre os oponentes da ponta a chance de crescer. Mas, com um pequeno tempo, Marina Silva fez um “estrago” nas eleições presidenciais de 2010.

Imagens

A estratégia para tentar alavancar a candidatura de Tatiana Medeiros (coligação “Campina segue em frente”) é bem simples de ser percebida. O marketing do PMDB tenta apresentar Tatiana como a continuadora da gestão do prefeito Veneziano Vital do Rêgo. Por outro lado, a cúpula peemedebista em Campina Grande trata de acenar com o desejo de aproximação com os tucanos. Falta o gesto recíproco, porém.

Posição

Romero Rodrigues (coligação “Por amor a Campina”) também aposta no corpo a corpo e na mobilização da militância nestes primeiros dias de campanha. Sem muito estardalhaço, conseguiu pacificar e reunir aliados, formando a maior coligação e garantindo a continuidade da parceria com o PSB. Tem ignorado placidamente os acenos peemedebistas. Mostrou-se animado e comovido com a definição do vice. E afirmou publicamente que jamais foi ou seria tutelado no meio político.

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