Aposta na divisão dos Araújo é descabida

Após o anúncio do advogado e professor Félix Araújo Neto (PC do B) como futuro vice do deputado estadual Guilherme Almeida (PSC) na disputa pela Prefeitura de Campina Grande, uma pergunta natural surgiu: e quanto a Félix Araújo Filho (PP), o ex-prefeito, que havia anunciado o apoio à deputada estadual Daniella Ribeiro (PP)?

Houve logo quem falasse em família dividida, em pai versus filho. Será? Improvável. Bastante improvável. Na verdade, uma aposta perdida.

Primeiro porque é óbvio que, antes de aceitar a indicação do seu partido para vice de Guilherme, Félix Araújo Neto conversou com o pai. Segundo – e mais óbvio ainda – porque não há comparação entre os vínculos de Félix, o pai, para com Daniella e para com Félix, o filho.

Com Daniella, há o compromisso partidário, a fidelidade da palavra de um homem honrado empenhada publicamente há algumas semanas. Com Félix Araújo Neto há o vínculo paterno, o sangue, que – exceto em famílias desajustadas em que pais e filhos se confrontam, inclusive em disputas eleitorais – a tudo supera.

Trata-se, “simplesmente”, do compromisso firmado sobre as bases sólidas de algo que pode ser classificado como amor incondicional, o sentimento que une um pai e um filho. Apostar na quebra desse vínculo é tentar fazer-nos crer que a política já nivelou a todos pela mesma baixeza.

Félix Araújo Filho e Félix Araújo Neto estarão juntos. E tem mais: Enivaldo Ribeiro e Daniella Ribeiro, correligionários do ex-prefeito, saberão entender perfeitamente, porque pai e filha partilham do mesmo sentimento.

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