Para tentar aplacar insatisfações, indicação da Urbema é entregue a José Luiz Júnior

O vice-prefeito José Luiz Júnior e os vereadores Marcos Raia e Metuselá Agra, todos peemedebistas, negam veementemente que em algum momento tenham sequer pensado em desembarcar do projeto de candidatura própria do seu partido, o PMDB. Entre os três, há quem resuma tudo no argumento (se é que se pode usar essa palavra) de que tudo é nada mais que invenção da imprensa e intriga da oposição.

A verdade dos fatos, seja ela qual for, aparecerá no decorrer da campanha e, sobretudo, conforme o desempenho da postulação majoritária peemedebista. Os ditos e não ditos estão registrados para a posteridade. Agora, antes das convenções e à espera de legenda, quem trabalha pela reeleição para o legislativo municipal não poderia fazer outra coisa a não ser jurar fidelidade ao partido.

Afinal, o recado dado pelos caciques do PMDB foi mais que claro: rebeldias e rebeliões não serão toleradas. E pouquíssimos são os políticos, cá por estas bandas de tantos curumins, com estatura suficiente para se opor a alguma ordem de qualquer chefe.

Há certos nuances distintos, entretanto, no caso do vice-prefeito. Zé Luiz tem uma história muito longa na política paraibana. Ele, certamente, não lembra, mas, há uns três anos, descendo as escadas da redação do Jornal da Paraíba após uma entrevista sobre a Bolsa de Mercadorias, me confidenciou que volta e meia pensava em abandonar a vida pública por suas tantas desilusões.

Logo, nada especificamente concreto prenderia José Luiz caso resolvesse seguir o caminho que bem quisesse. Ciente disso, a cúpula peemedebista tem tratado de tentar agradar o vice, com o prestígio que, aliás, ele faz jus. Agora, lhe foi oferecida a Urbema, para que indique o novo presidente do órgão. Vai aceitar? Dar-se-á por satisfeito com isso? Ficará ao lado da candidata do seu partido até 07 de outubro?

É esperar para saber.

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