José Artur, um candidato necessário

A notícia de que o empresário e pré-candidato a prefeito José Artur Almeida, o Bolinha (PTB), poderia desistir da postulação à Prefeitura de Campina Grande para ocupar uma secretaria no Estado foi prontamente desmentida pelo próprio Artur, que deixou claro não ter interesse em ocupar cargos públicos.

Há, ainda, muita desconfiança em relação aos reais propósitos do petebista nestas eleições. Desconhecido para a maioria dos campinenses, entre os que o conhecem há quem o enxergue como um eventual laranja, e há aqueles que acreditam que esteja apenas aventurando algo mais, como uma indicação para vice, por exemplo.

Nem uma coisa nem outra parecem verossímeis, entretanto, para quem observa o projeto de José Artur mais de perto. O empresário não tem o perfil de alguém que aceitaria se submeter ao triste papel de um laranja. Também não manifesta, realmente, qualquer desejo de ocupar cargos de indicação política.

Artur é do tipo inquieto, um camarada que veio de baixo, que perdeu o pai logo cedo e precisou amadurecer rápido, no "carboreto" da vida, para ajudar a cuidar da família. Bem ao contrário do que parece, não é um daqueles empresários almofadinhas nascidos em berço de ouro e que se sentem acima de tudo e de todos.

Da mesma forma, não revela a intenção de ingressar na política de qualquer jeito. Aliás, se fosse assim, já teria ocupado cargos públicos e disputaria uma vaga na Câmara, corrida para a qual suas chances seriam bem mais expressivas.

O problema de José Artur é ainda ser pouco conhecido, e, sobretudo, ter que enfrentar uma cultura política em que quem não é apadrinhado por caciques acaba sendo tratado, pela mídia e pelo eleitor, com descrédito e desconfiança. É difícil que o petebista consiga conquistar o Palácio do Bispo. Mas, ainda assim, Artur precisa ser candidato.

Precisa porque tem um sonho. Precisa porque tem uma visão. Precisa porque sente a necessidade de entrar nessa briga, de tentar, de apresentar um discurso relevante, centrado e de interesse público. E a disputa política, cada vez mais degenerada, necessita - e muito - desse tipo de postura. José Artur não é um candidato favorito. Mas, é um candidato necessário.

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