Deusinha foi acusar, acusou-se. Não apresentou provas, mas testemunhou em malefício próprio

Conhecida como líder comunitária, dona Petronília Gonçalves, a Deusinha, fez, através do portal Paraíba Online, uma grave acusação contra a reitora da UEPB, Marlene Alves. Segundo a matéria, “´Deusinha´ contou que foi atraída para se filiar ao PCdoB e disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores com a promessa de conseguir alguns benefícios na campanha e até mesmo uma colocação para o seu filho na universidade”.

Prossegue a notícia: “Ela relatou que atraiu outras pessoas para o PCdoB com a promessa de empregos e ‘condições de trabalho’ para o período eleitoral. Deusinha disse que teve o seu registro de filiação ao PCdoB indeferido pela Justiça Eleitoral por conta de duplicidade (estava filiada também ao Democratas). A partir dessa constatação, ‘não me deram mais cartaz’”.

A acusação de dona Deusinha repete os termos de especulações frequentemente repetidas por adversários de Marlene. Classificamos como especulações porque, efetivamente, ao que consta nenhuma denúncia foi formalizada contra a reitora. E, fica a questão: se o suposto uso da máquina universitária é tão evidente, como dizem alguns, porque não houve sequer uma acusação formal, apresentada aos órgãos competentes?

Na verdade, ao soltar o verbo, a líder comunitária, que é conhecida por transitar intensamente entre grupos e líderes partidários, apresentou uma única prova. E foi contra ela mesma. Provou, pelas próprias palavras, que faz acertinhos políticos através do toma-lá-dá-cá, de benefícios e colocações. Aliás, coisa freqüente na política tupiniquim, mas que a líder comunitária, sem se tocar, pensando em acusar terceiros, assumiu publicamente. E ainda interpretando o papel de vítima.

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