Andrade mira em Marlene e Rangel, mas fere e agride toda a comunidade acadêmida da UEPB

As críticas, acusações e denúncias do professor José Cristóvão de Andrade a respeito do processo eleitoral da UEPB não são, nem de longe, um mero esperneio de quem não conseguiu ainda digerir uma derrota fragorosa, com rejeição, inclusive, dos professores, mesmo sendo presidente da Associação da categoria.

Na verdade, a estratégia é somente uma: jogar toda a lama possível sobre a eleição para tentar criar um ambiente que justifique uma intervenção do governador no resultado. Em suma, quer ser reitor à força, mesmo não tendo sequer o apoio de um décimo da comunidade da UEPB.

Ruim de urna, mas bom de mídia, o professor tem contado com a curiosa solidariedade de um grupo que parece não perceber o dano que uma eventual intervenção do governo no resultado provocaria, com efeitos, inclusive, sobre o candidato apoiado por este mesmo grupo em Campina Grande.

O comportamento de Andrade confronta vertiginosamente seu discurso sobre democracia e respeito aos segmentos que compõem a UEPB. É um tremendo paradoxo. Se fosse nomeado, o sindicalista não seria um reitor, mas um interventor, sem a menor legitimidade junto à comunidade acadêmica.

Além disso, suas denúncias atingem muito menos Marlene Alves e Rangel Júnior e muito mais os estudantes, técnicos e professores. Afinal, a lógica é simples: se houve manipulação do processo eleitoral, como garante Andrade, estes três segmentos se deixaram manipular, serviram de massa de manobra, ignorante e maleável.

Os disparos do ex-candidato atingem, com grosseira ofensa, todos aqueles que nele não votaram, mas que, no seu entender, teriam se deixado levar até por um bebedouro novo ou qualquer outro equipamento, ou foram incapazes de ver, no site da UEPB, a relação dos locais de votação.

Que triste lição, professor!

Um comentário

Márcio Daniel disse...

Discordo da sua posição. o Reitorado da UEPB não é um cargo eletivo, ao invés disso, é cargo de confiança do governador. o que a adminsitração da UEPB tenta classificar como eleição é na verdade uma mera consulta. o governador não tem obrigação nenhuma de segui-la, principalmente quando esta consulta teve vários vícios (pelo menos um vício de origem ja foi admitido pela comissão eleitoral), e cujo o candidato que saiu em primeiro foi advertido durante o processo pela comissão eleitoral, e é apoiado por uma administração que até dias atraz partidarizou uma instituição que é parte do estado, esbravejando que Ricardo Coutinho teria rasgado uma lei (o que não passou de retórica, pois se o discurso fosse verdadeiro ensejaria ações judiciais que inexistiram), e colocando a UEPB no meio de um espúrio jogo político. Alem disso ouve sim uso da maquina administrativa da UEPB em favor do candidato Rangel. Eu tenho como provar isso pois tenho em minha caixa de e-mail e-mails institucionais da PROEG com alusões à campanha de Rangel Junior.

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