Por incrível que pareça, ser barrado pela justiça pode virar saída honrosa para José Maranhão

O ex-governador José Maranhão garante não ter se abalado com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de reprovar as contas da sua campanha de 2010, deixando-o impedido de disputar as eleições desse ano, de acordo com a recente resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Maranhão já impôs sua candidatura a prefeito de João Pessoa e, apesar do revés no TRE, recusa-se a admitir a possibilidade de não ser candidato.

Todavia, caso seu impedimento se confirme, José Maranhão pode estar diante de uma saída honrosa – por mais paradoxo que isso possa parecer. Acontece que, apesar de ter entrado para a história como o gestor que mais tempo ficou à frente do governo da Paraíba, Maranhão é indisfarçavelmente limitado quando se trata de disputas eleitorais.

Basta lembrar que, tendo sido governador por três mandatos, o peemedebista chegou ao Palácio da Redenção através das urnas apenas uma vez, e mesmo assim tendo vencido uma eleição plebiscitária, praticamente sem adversário. Ao tentar o quarto mandato, em 2010, embora tendo nas mãos a máquina pública e sendo tratado como invencível durante a campanha, o ex-governador acabou sofrendo uma derrota fragorosa para Ricardo Coutinho.

Agora, ao se impor como pré-candidato do PMDB, José Maranhão tende a estar caminhando para mais um insucesso nas urnas e, mais que uma nova derrota para seu currículo, o ex-governador corre o risco de registrar um desempenho pífio, passar por um fiasco que o enterraria de vez no cenário político estadual.

Nesse sentido, ser barrado pela justiça, embora pouco honroso, pode implicar, de qualquer forma, num desfecho menos vexatório que sofrer mais uma retumbante e fragorosa derrota nas urnas.

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