Para conquistar alianças, PMDB apela ao fiado

Faltando apenas oito meses para o fim do mandato do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, os espaços na administração já não são mais uma moeda atraente para a conquista de aliados. Aliás, nem para “segurá-los”, como se viu no caso do PT.

Diante da falta de liquidez e com o mercado político apontando desvalorização da candidatura peemedebista, a cúpula do partido, pressionada a conquistar adesões à pré-candidatura da secretária Tatiana Medeiros, resolveu apelar para a estratégia do fiado.

Por esse sistema, celebra-se alianças agora, as legendas credoras afiançam a postulação do PMDB, que, em contrapartida, promete pagar depois, mais especificamente em 2014.

Teria sido assim, por exemplo, com o PMN. O acordo com a sigla teria sido firmado com o compromisso de, nas próximas eleições gerais, a família Vital do Rêgo retirar a candidatura da deputada federal Nilda Gondim, em favor de um candidato do PMN.

O fato não é novidade, afinal, veio a público através do ilustre jornalista e prócer peemenista Marcos Marinho, em artigo recente no portal A Palavra.

Negociação semelhante teria se dado com o PR. O deputado federal Wellington Roberto, chefe todo poderoso da legenda, sonha acordado com uma cadeira no Senado Federal. Para isso, todavia, precisa de suporte em Campina Grande.

A vontade de Wellington e a necessidade do PMDB viabilizaram o escambo: o PR apóia a candidatura de Tatiana agora e o PMDB apóia a candidatura ao Senado de Wellington daqui a dois anos.

Resta saber qual a capacidade de endividamento dos peemedebistas. Afinal, independente do resultado de outubro, daqui a dois anos os credores apresentarão as promissórias. E, com espaços prometidos nas negociações, alguém vai ter que pagar.

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