“Não temos nada que resolver com negócio de sindicato”, afirma vereador Marcos Raia na Câmara Municipal

A vereadora Ivonete Ludgério (PSB) criticou a bancada governista pela derrubada do requerimento que propunha a realização de uma sessão especial para tratar de pendências entre o Sintab e a Prefeitura Municipal. De acordo com a parlamentar, autora da propositura, quem votou contra a sessão votou contra os servidores.

“O vereador Cassiano vislumbra uma pré-candidatura da sua mãe a prefeita. Vocês imaginem esse município governado por quem não tem tolerância para ouvir, não tem tolerância para discutir, tem medo do que possa se discutir nessa casa, e que se propague o péssimo tratamento que o funcionário público recebe do poder municipal”, declarou.

De estilo direto, Ivonete, que é servidora municipal de carreira, criticou o colega Marcos Raia (PMDB), que também é servidor. “Vou dizer a decepção dele estar votando contra os funcionários públicos, massa a qual pertence. É uma pena todos os outros, mas Marcos Raia principalmente, porque é servidor. Agora ele pode não estar necessitando do salário que a prefeitura paga, mas um dia pode voltar ao batente, assim como eu posso voltar”.

Irritado com o comentário, Raia, que não costuma usar a palavra nem é afeito aos microfones, rebateu, fazendo o que, provavelmente, é uma das mais infelizes declarações já ouvidas na Câmara Municipal, a casa do povo campinense.

“Gostaria de dizer a vereadora Ivonete que sou funcionário sim da prefeitura, há 32 anos. E não tenho satisfação a dar a presidente de sindicato. Se presidente de sindicato quiser resolver seus problemas, que procure o secretário de Finanças, de Administração, ou procure o prefeito, que nós, vereadores, não temos nada que resolver com negócio de sindicato aqui, com problema político dele, não”, foi a resposta de Marcos Raia.

O detalhe é que os problemas a que o vereador peemedebista se refere, e que no seu entender devem ser tratados com os secretários municipais e com o prefeito, jamais na Câmara, são problemas enfrentados pelos servidores, e não pelo presidente do sindicato.

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