Atraso nos repasses de subvenções da PMCG soma 07 meses no Instituto dos Cegos, 05 meses na APAE e 04 na Casa da Criança

Algumas instituições filantrópicas e sem fins lucrativos da cidade de Campina Grande não estão recebendo o repasse das subvenções que a Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) deveria fazer através do convênio com estas entidades.

De acordo com a Irmã Maria Eponina Pereira, diretora da Casa da Criança Doutor João Moura, creche filantrópica mantida por freiras e que atende atualmente cerca de 180 crianças da comunidade, há mais de quatro meses a prefeitura não faz o repasse.

“Deveríamos receber um valor de R$ 4 mil por mês, para contribuir com nossas despesas, mas até agora não recebemos nenhum valor desde dezembro”, disse a diretora. Segundo Maria Eponina, este atraso acaba gerando complicações para o pagamento de contas como água, luz e telefone, que acabam atrasando também.

Outra entidade que também sofre com o atraso no repasse das subvenções é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campina Grande (APAE). Segundo a diretora da instituição, Margarida da Mota Rocha, o atraso já chega a cinco meses.

“Em março passado, recebemos da PMCG R$ 20 mil referente ao valor retroativo de um atraso no ano de 2011, mas os valores correspondentes de outubro para cá ainda não foram repassados”, explicou Margarida. A entidade, que atua há mais de 20 anos em Campina Grande, trabalha atende cerca de 435 pessoas.

O maior atraso no repasse das subvenções atinge o Instituto dos Cegos de Campina, onde já chega a sete meses. Antônio Oliveira, presidente da entidade, explicou que a prefeitura deveria fazer um repasse de R$ 1.500 todo mês, para contribuir com as despesas em telefone, combustível e energia que a instituição tem para manter cerca de 182 deficientes.

“Já buscamos várias vezes conversar com a PMCG para tentar resolver este problema, mas até agora só recebemos informações de que ainda não tem dinheiro na cota orçamentária, e com isso chegou até este ponto”, explicou.

A Escola Técnica Redentorista (Eter) também estava com o repasse atrasado até março deste ano, mas o pagamento do retroativo dos três meses de atraso foi feito após uma denúncia da instituição aos órgãos da imprensa. “Desde Janeiro que não recebíamos. Procuramos algumas empresas de comunicação e conseguimos o repasse”, disse o diretor geral do Eter, Padre Tiago de Melo.

De acordo com ele, a escola tem uma parceria com a PMCG, que repassa cerca de R$ 20 mil por mês para contribuir com o orçamento do órgão que atualmente conta com um efetivo de aproximadamente mil alunos em onze cursos técnicos. “Em contrapartida, nós encaminhamos alunos para estagiarem ou serem voluntários no Museu de Ciência e Tecnologia Lindalvo Cavalcante”, citou Tiago.

A equipe do Jornal A União procurou a Prefeitura Municipal de Campina Grande através da Secretaria de Finanças na tarde de ontem, mas não foi atendida pelo secretário responsável.

Diogo Almeida / A União

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