Opinião: João Dantas, Tovar Correia Lima, alhos e bugalhos

Após ser anunciada a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que estabelece a aprovação das contas de campanha como requisito indispensável para concessão do certificado de quitação eleitoral (sem o qual ninguém pode disputar uma eleição), viu-se na Paraíba uma espécie de caça às bruxas contra políticos que tiveram contas do pleito de 2010 reprovadas.

Nesse rol, apareceram os nomes dos vereadores campinenses João Dantas (PSD) e Tovar Correia Lima (PSDB), que imediatamente passaram a ser tratados como fichas sujas. Não por acaso, Dantas e Tovar são dois dos mais atuantes membros da oposição municipal.

Os dois tencionaram ser candidatos a deputado estadual em 2010, mas acabaram desistindo e teriam se enrolado com alguma minúcia na prestação de contas. Os parlamentares terão que se explicar perante a justiça, ou poderão ficar impedidos de disputar as eleições de outubro, afinal, dura lex, sed lex.

No entanto, é evidente que tentar lançar João Dantas e Tovar Correia Lima no charco dos fichas sujas, onde se revolvem agentes políticos envolvidos em grossas maracutaias, gente que praticou conduta vedada, crimes eleitorais pesados e improbidade administrativa é uma tremenda forçação de barra.

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