CORNETADAS, GRITOS E TIRO NO PÉ

Não tenho a menor ideia de quem foi o idealizador do protesto ocorrido hoje em João Pessoa, durante a cerimônia de posse dos 1.016 professores concursados que ingressam na rede estadual de ensino. Mas, o fato é que o infeliz manifesto foi um verdadeiro tiro no pé, e, inclusive, um desserviço à luta pela autonomia financeira da UEPB.

Interromper uma solenidade, inclusive de nomeação de professores, com gritaria, corneta, enfim, fazendo baderna, para tentar impedir o discurso do chefe do poder executivo estadual em nada fez avançar uma luta justa.

Muito pelo contrário, isso só ajuda a lançar sombras, dúvidas e suspeitas sobre as reais intenções dos envolvidos, e ainda espanta quem está disposto a participar de uma discussão racional e equilibrada, e não de uma guerrilha com contornos de maniqueísmo político.

A UEPB tem números a mostrar, que revelam claramente a importância da manutenção da sua autonomia financeira e administrativa. Tem argumentos, tem evidências, tem testemunhos, tem muita razão. Conforme antecipamos mais cedo, deve ter resposta inclusive às insinuações e especulações sobre a destinação de recursos, sobretudo com a folha de pessoal, já que o pró-reitor de Planejamento, professor Rangel Júnior, avisou que vem aí um detalhado “antidossiê”.

Quem tem razão não parte para a agressão, para a baixaria, para a baderna. E não pode protestar? Claro que pode! Hoje, um protesto silencioso teria mais efeito. Faixas quietas teriam produzido mais “barulho” que aquela algazarra. Afinal, a razão fala alto sem precisar levantar a voz.

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