Caso liminar seja mantida, aterro sanitário de Puxinanã pode ser lacrado nesta terça-feira

O prazo concedido pela juíza da comarca de Pocinhos, Adriana Maranhão Silva, para notificação da prefeitura de Puxinanã sobre a liminar para fechamento do aterro sanitário da cidade, teria acabado nesta segunda-feira. Com isso, caso a liminar não seja derrubada nas próximas horas, o aterro pode ser lacrado nesta terça-feira.

Na sua sentença, Adriana Maranhão determinou que, encerrado o prazo de cinco dias, os oficiais de justiça deveriam executar o “lacre e fechamento do mencionado aterro sanitário, de modo que fique impedido o recebimento dos dejetos que lhes sejam destinados, solicitando-se, inclusive, se necessário for, auxílio policial para execução da medida”.

O pedido de liminar foi interposto pelo escritório de advocacia Félix Araújo, em nome da Associação de Proteção Ambiental (Apam). A grande questão que envolve a decisão judicial é o destino do lixo coletado em Campina Grande.

No mês de janeiro, a PMCG fechou o lixão da Alça Sudoeste, numa ação carregada de controvérsias. Agora, caso o aterro sanitário de Puxinanã seja lacrado, o destino das milhares de toneladas de lixo coletados na Rainha da Borborema deve ser mais uma vez o antigo lixão.

Andamento

Até o momento, não temos informações sobre um eventual despacho a respeito do agravo interposto pela Construtora Planície Ltda., responsável pelo aterro. O recurso, que teve uma série de movimentações ao longo do dia, tem como relatora a desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, esposa do ex-governador José Maranhão.

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