MAIO DE 2011: REITORIA DA UEPB DEFENDE DIÁLOGO E CRÉDITO AO GOVERNO DO ESTADO. A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR


Por ampla maioria, os professores da UEPB decidiram em assembleia, nesta terça-feira, por fim à greve iniciada na semana passada. Em defesa do término do movimento, um dos discursos mais sensatos, firmes e equilibrados foi o do professor Rangel Júnior, pró-reitor de planejamento da UEPB. Ouça um trecho:



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A imagem, o texto e o áudio acima são de 10 de maio do ano passado. Os professores da UEPB estavam de braços cruzados, e Rangel Júnior, pró-reitor de Planejamento, fez um discurso claro e sensato, defendendo a volta à normalidade do trabalho e um voto de confiança ao governador. A tese acabou prevalecendo, e as aulas foram retomadas.

Após o fim da assembleia, alguns professores que defendiam a paralisação reclamavam que a reitoria da Estadual, ali representada, na percepção geral, por Rangel, estaria sendo complacente com os ditos equívocos de Ricardo Coutinho. Na ala mais radical pró-greve, havia um notório ranço de politicagem, tanto dos sempre presentes extremistas marxistas, com sua tradicional estupidez, quanto de gente ligada ao bloco político derrotado pelo socialista em 2010.

No Diário Político de 06/05/2011, o pró-reitor avaliou positivamente uma reunião com Ricardo Coutinho, voltando a apregoar a necessidade do diálogo e crédito à palavra do governador (Leia, na íntegra, AQUI). Rangel e a própria reitora Marlene Alves, tiveram que suportar a acusação de estarem – segundo alguns professores – submissos ao governador. Recentemente, antes de estourar a crise atual, até o presidente da AduePB, José Cristóvão de Andrade, reclamou da suposta complacência.

Porém, agora, a acusação mudou. Aliados mais inflamados do socialista acusam Marlene e Rangel justamente do oposto, ou seja, de estarem atacando Ricardo por razões políticas. Ora, os acusadores precisam se resolver! Há muitos pontos complexos nessa discussão sobre a autonomia, alguns deles turvos, mas, a César o que é de César, quem acompanhou aquele processo do ano passado não pode negar que a reitoria defendeu, a duras penas, o diálogo com o Palácio da Redenção.

Dizer o contrário seria falsear a realidade.
(Voltaremos ao assunto.)

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