A VEEMÊNCIA MODERADA

O ex-deputado federal Walter Brito Neto (PMDB) tem uma natureza polêmica por posições e declarações consideradas por muitos como radicais. Esse seu temperamento polêmico, muito mais que sua limitada expressividade política, é o fator que transformou o jovem de 29 anos em um personagem de destaque no atual momento da pré-campanha. Tendo se lançado pré-candidato a prefeito pelo PMDB, Walter Neto jamais esteve nos planos do partido, mas, nem por isso, deixou de fazer barulho. Sem contar com a mesma superestrutura da sua correligionária/adversária, Tatiana Medeiros, o ex-deputado se entrincheirou no microblog Twitter, de onde passou a torpedeá-la.

É impossível não prestar atenção nesse bombardeio, pelo elevado teor de nitroglicerina política que carrega, e se o estrondo não foi maior, isso se deve ao fato de Tatiana ter sido blindada pela prefeitura na mídia. Mesmo assim, Walter Brito Neto manteve sua artilharia azeitada. Em outubro do ano passado, soltou um inominado (e inapropriado) pensamento: “Campina não irá votar numa boneca maquiada que se apresenta como símbolo sexual ou num boneco fantoche”. No fim de dezembro, foi menos agressivo e mais direto nas objeções à secretária. “Não conhecemos Tatiana com profundidade, até pelo fato dela nunca ter sido eleita a um cargo político”, opinou.

O candidato a pré-candidato apresentou inúmeros outros óbices ao nome de Tatiana. O curioso, contudo, é que ao longo de todo esse processo e em meio aos mais cerrados ataques, ele jamais ousou disparar contra o prefeito Veneziano. Pelo contrário. Se, numa “twittada” detonava a secretária, na outra Walter rasgava elogios ao prefeito, numa perfeita contradição, afinal, é Veneziano o condutor do processo. Mesmo quando criticava os encaminhamentos dados pelo chefe do executivo, o jovem ex-deputado sempre cuidou para que nenhum torpedo atingisse um único fio da cabeleira do prefeito. Ou seja, Walter, embora veemente, sabe ser moderado. Conforme a conveniência.

Pouca fé

A pré-candidatura do presidente do diretório campinense do PT, Alexandre Almeida, a prefeito enfrenta uma profunda incredulidade até mesmo (ou sobretudo) entre a militância do partido. Que o diga o professor Pedro Lúcio, pré-candidato a vereador.

Duvida-se

Em artigo publicado na internet, Pedro Lúcio, ao analisar algumas pré-candidaturas, põe em dúvida o projeto do seu presidente. “Alexandre Almeida e o PT serão confrontados com outras possibilidades, entre elas, uma disputa interna com outros nomes, ou mesmo a busca incessante ou a persuasão do PMDB para que o PT indique o vice”, escreveu.

Outro interesse

“Meu nome tem sido cotado para ser candidato à Prefeitura de Sousa. Revelo que não é meu interesse. Pretendo ficar na Câmara dos Deputados”. Recado do deputado federal em exercício Leonardo Gadelha (PSC), que disse que o legislativo é sua vocação.

Prospecção

Sem ser por morte, como diziam os antigos, há duas formas de Leonardo ser efetivado no exercício da sua “vocação”. A primeira, com a eleição de um dos titulares em outubro. Só que, dos seis efetivos, apenas um é pré-candidato, Manoel Júnior, e, ao que tudo indica, com poucas chances de ser o candidato. A segunda, com a renúncia de um deles.

Muito seguro

Apesar de as chances de se tornar efetivo serem pequenas, Leonardo mostra-se seguro de que ficará na Câmara, mesmo sabendo que a licença de Nilda Gondim é temporária.

Resolvido

O estudante Bruno Cunha Lima (PSDB), neto do ex-senador Ivandro Cunha Lima, é mesmo nome certo na disputa proporcional deste ano e, naturalmente, um dos favoritos.

Tradição

O historiador Josué Sylvestre, amigo e profundo conhecedor da família Cunha Lima, aposta que Bruno deverá ser um dos principais sucessores da tradição política do clã.

Bloco 3

Pelos encaminhamentos e movimentações com vistas às eleições de outubro, será que a Câmara Municipal de Campina Grande terá, este ano, uma inusitada terceira bancada?

Publicado no DB de hoje

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