OPINIÃO: 'VENEZIANO E O TRE'

O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, e seu vice, José Luiz Júnior, finalmente conseguiram esgotar, na instância do Tribunal Regional Eleitoral, a seqüência de processos impetrados pelo Ministério Público Eleitoral e pelo candidato adversário na eleição de 2008, Rômulo Gouveia, hoje vice-governador. Desde aquele tumultuado pleito, Veneziano e Zé Luiz enfrentaram Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) e RCED (Recurso Contra Expedição do Diploma), fulminando cada processo, um a um, no TRE, inclusive o do “Caso do Cheque”, que havia provocado a cassação em primeira instância.

Na terça-feira, a corte eleitoral negou provimento à ultima ação da fila, resultado festejado por assessores, aliados, correligionários e parentes de Veneziano, com direito, inclusive, a intenso foguetório no Açude Velho. A despeito dos exageros de um ou outro áulico mais inflamado, como de resto acontece em qualquer grupo político, o prefeito procurou mostrar-se sereno, termo que ele mesmo utilizou ao longo de cada processo, enxergando o resultado como natural. Também como aconteceu das outras vezes, adversários do peemedebista revelaram frustração com o desfecho dos casos no TRE, e os advogados de Rômulo Gouveia prometem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

A frustração é esperada e os recursos são um caminho natural e até mesmo lógico. No entanto, em meio às declarações de adversários políticos de Veneziano, alguns têm deixado implícita a suspeita (ou acusação) de que o prefeito teria sido favorecido pela corte do Tribunal Regional Eleitoral. Uma suspeição gravíssima, que, todavia, incorre numa falta comprometedora, por um motivo evidente: Se há indícios que subsidiam a tese, porque os acusadores não formalizam denúncia junto aos órgãos competentes? Por quê? Limitar-se a ironias lançadas na mídia de forma sub-reptícia, além de não surtir efeito algum, não é uma postura coerente para homens públicos.

Traição

O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, afirmou à coluna sentir-se traído pelos vereadores, que não teriam cumprido um acordo feito durante o encaminhamento da aprovação do projeto que instituiu o PCCR dos Servidores da Secretaria de Saúde.

Acordo quebrado

“Os servidores se sentiram traídos pela Câmara. Tínhamos a garantia de que o projeto, antes de ser emendado e votado, seria mostrado a gente. O fato é que recebemos apenas xérox das emendas e não houve mais prazo para discussão. Eu me sinto traído como cidadão, a partir do momento em que o compromisso não foi honrado”, disse Napoleão.

Muita fé

Mesmo assegurando que será candidato com ou sem o apoio de Veneziano, e mesmo o PMDB tendo oficializando uma pré-candidatura, o deputado estadual Guilherme Almeida insiste em acreditar que ainda pode contar com o apoio do peemedebista.

Faz tempo

Esta semana, parte da imprensa noticiou que Guilherme havia revelado a intenção de apoiar a também deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) num eventual segundo turno. Só que isso não é nenhuma novidade. Há mais de um ano (e a coluna já registrou) Guilherme e Daniella têm um acordo: quem for ao segundo turno terá o apoio do outro.

A grande dúvida

Se há um acordo entre Guilherme e Daniella, e se o deputado quer o apoio do PMDB, como ele se posicionaria no caso de um 2° turno entre a pepista e um(a) peemedebista?

Demissões

Por falar em Daniella, ela recarregou as baterias contra o governador, a quem acusa de demitir servidores não concursados apenas para contratar apadrinhados. O governo nega.

Sem linha

Como mostrou o DB ontem, os vereadores de CG estão sem os telefones institucionais, devido a mudanças no contrato com a operadora – segundo o presidente Nelson Gomes Filho.

“Lisos”

Realmente, nunca é fácil achar alguns vereadores, ainda mais em período de recesso e sem linhas institucionais. O salário, por certo, não permite sequer manter um pré-pago.

Publicado no DB de hoje

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