O PROBLEMA DO PT

Mui amigo, o Partido dos Trabalhadores, que sonha em lançar candidato próprio em Campina Grande nas eleições majoritárias do ano que vem, não disfarça que está “secando” os planos do PMDB de ter seu próprio postulante. Recentemente, o PT divulgou nota em que a direção do partido revela acreditar na possibilidade de ter um nome peemedebista compondo a chapa que seria encabeçada por Alexandre Almeida. Obviamente, para que isso aconteça, é preciso que os encaminhamentos do PMDB para indicação do seu representante fracassem. De acordo com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo, o escolhido (ou, o mais provável, a escolhida) será conhecido ainda este ano.

Mesmo assim, e apesar de a candidatura própria ser prioridade no PMDB, a possibilidade de o nome que deve ser ungido nas próximas semanas não receber a confirmação nas convenções oficiais do meio do ano que vem não está descartada pela cúpula da sigla. Intramuros peemedebistas, há quem diga, inclusive, que muito pelo contrário, ou seja, mesmo a tese de apoio a candidato de outro partido não agradando a direção, a perspectiva pragmática indica (conforme revelamos outrora) que é melhor ganhar com um aliado que perder com um correligionário, mesmo com todas as incertezas quanto aos desdobramentos futuros da aliança. As pesquisas darão o norte.

É nesse ponto que reside a esperança do PT. Todavia, ainda que o PMDB abra mão de lançar candidato, dificilmente o partido da estrela será o escolhido. E a razão é óbvia: a falta de um nome de peso na sigla. Sem nenhum demérito pessoal a Alexandre Almeida, apesar de ser amigo íntimo e homem da confiança do senador Vital do Rêgo, o fato é que do ponto de vista político ele é menos expressivo que o nome mais frágil entre os pré-candidatos do PMDB. Logo, não parece lógico que o partido que domina as eleições municipais há quase três décadas abra mão de ter candidato para apoiar o petista. Se o PMDB não tiver prefeitável próprio, as opções seriam o PSC ou o PP.

Sem entender

Em entrevista a uma emissora de rádio, o deputado federal Romero Rodrigues teceu inúmeras críticas ao PCCV da Saúde aprovado pela CMCG, e disse não entender como o projeto foi aprovado por unanimidade, recebendo o voto favorável da oposição.

Audição

Para Romero, a oposição votou a favor do projeto que institui o PCCV ignorando o apelo dos trabalhadores. “Talvez porque não tenham escutado o que foi sinalizado por parte da maioria dos servidores ou pelo próprio sindicato que chegou ao ponto de avisar que iria entrar na justiça para tentar evitar que o projeto fosse aprovado”, declarou.

Sugestão

Assessores da prefeitura apressaram-se em rebater as declarações de Romero Rodrigues. Já o vereador Cassiano Pascoal, vice-líder da situação, sugeriu ao deputado que “leia o PCCV antes de falar sobre ele; assim não dirá mais inverdades sobre o plano”.

Geral

Para Cassiano Pascoal, a crítica do deputado tucano, que é pré-candidato a prefeito de Campina Grande (assim como a mãe do vereador, Tatiana Medeiros, secretária de Saúde), atingiu indistintamente a todos os vereadores. “Ao falar do PCCV, o deputado Romero acaba de desqualificar toda a câmara de vereadores, inclusive seus aliados”

Relax

Uma coisa é certa: o prefeito Veneziano Vital do Rêgo não perde nem embranquece um único fio de cabelo por conta da bancada que lhe faz oposição na Câmara Municipal.

Quietude

Enquanto outros pré-candidatos a prefeito digladiam para ocupar espaços na mídia, o deputado estadual Guilherme Almeida mantém sua postura quieta e muito pouco aparece.

Olha o bico

O deputado federal pernambucano Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, abriu o bico e sem querer (segundo afirmou depois) quase pôs fogo de vez no ninho na Paraíba.

De fora

O PMDB quer eleger sete vereadores em 2012, mas dois atuais vereadores, um deles recém-chegado à sigla, não estão entre os nomes favoritos da cúpula e podem “sobrar”.

Publicado no DB de 08/12

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