O MARKETING VALE-TUDO

O PMDB perdeu as eleições estaduais de 2002, 2006 e 2010 agarrado a uma estratégia de comunicação (mantida mesmo nos períodos pré e pós-eleitorais) que foca em dois eixos básicos: a saturação publicitária, para promover as gestões peemedebistas e transformar os pontos fracos da administração em sucessos absolutos (pelo menos na mídia); e a contra-informação, para produzir e repercutir boatos, respaldar versões e desconstruir a imagem dos principais adversários. A estratégia, aplicada a todo o vapor antes, durante e depois da disputa do ano passado, vem dando errado infalivelmente, mas, ainda assim, setores do PMDB paraibano preferem insistir em mantê-la.

Uma das mais absurdas e patéticas ações deste “marketing vale-tudo” tem sido a tentativa de criar um clima de guerra entre a Paraíba e Pernambuco. E, dentro deste plano descabido, um dos alvos é a instalação de uma fábrica da Fiat no vizinho estado. “Esquecendo” que a decisão da empresa de se instalar nas terras guararapes foi anterior a 2011, chegou-se a espalhar a fábula de que o governo paraibano abrira mão de tentar atrair a montadora para nosso território e, agora, faz-se um escarcéu porque a Fiat teria optado pela contratação de moradores de Pernambuco, especificamente habitantes da região próxima a Goiana. Existe até uma campanha “não compre carro da Fiat”.

Parece brincadeira. A empresa toma uma decisão logística, ao optar por operários que vivam mais próximos ao local de trabalho, e isso vira debate político na Paraíba! É preciso haver limites até para a falta de limites. Essa estratégia de guerra sem trégua serve, no máximo, para atiçar debates na mídia e as paixões dos grupos rivais. A massa do eleitor, que decide as disputas, faz questão de ignorar essa arenga, porque as pessoas têm mais o que fazer das suas vidas do que ficar acompanhando uma campanha eleitoral ininterrupta. Se deseja voltar ao poder, o PMDB precisa se oxigenar, se renovar, ser mais propositivo e abandonar de vez o malfadado “marketing vale-tudo”.

Aproximação

O Diário Político já havia revelado que o vereador Fernando Carvalho sonha com o apoio do governador Ricardo Coutinho. Ontem, a imprensa da Capital informou que ele teria almoçado com o Secretário da Comunicação do Estado, Nonato Bandeira.

Histórico

No primeiro semestre, a coluna registrou que Carvalho estudava a possibilidade de migrar para o PSB, mas ele negou. Recentemente, contamos que o vereador está na lista dos que almejam o apoio de Ricardo. Vale lembrar que, nas eleições de 2010, Fernando Carvalho deu eco às “acusações” de que Ricardo teria pacto com entidades da umbanda.

Bombardeio

O ex-deputado Walter Brito Neto voltou a cutucar nomes que podem receber o apoio do prefeito Veneziano para 2012. Segundo Walter, Tatiana Medeiros e Daniella Ribeiro têm “semelhantes perfis” e as candidaturas das duas seria “chover no molhado”.

Sacrificado

Walter Neto apelou para a sensibilidade do prefeito, praticamente dizendo-se um mártir da causa venezianista. “Paguei um preço altíssimo e ainda hoje sofro conseqüências por decidir apoiar o governo Veneziano, seja na câmara municipal ou federal. Será mais do que natural Veneziano apoiar alguém que sacrificou-se de verdade por Campina Grande”.

Mágoa antiga

As críticas do ex-deputado Jeová Campos ao PMDB não são novidade. O petista, que chamou Wilson Santiago de “senador pró-tempore” culpa o partido por sua derrota em 2010.

Lembrando

Escalado pela direção do PT para impedir a reeleição de Luiz Couto, Jeová foi candidato a deputado federal. Ele acusa Santiago e Benjamin Maranhão de invadirem suas bases.

Denúncia

O pró-reitor de Planejamento da UEPB, Rangel Júnior, afirmou ontem que a conta da reitora Marlene Alves no Twitter foi invadida. Marlene é pré-candidata a prefeita de CG.

Campanha

Para Rangel, o ataque foi eminentemente político. “Começou a campanha Campina 2012. Twitter da reitora Marlene Alves foi hackeado e todas as informações apagadas”.

Publicado no DB de hoje, 13 de dezembro

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