GOVERNO TUTELADO

O deputado estadual petista Luciano Cartaxo, que foi vice-governador na última – e controversa – gestão de José Maranhão, apresentou um projeto de lei que regulamenta o Artigo 278 da Constituição Estadual, criando o Conselho Consultivo Superior, que teria a missão de prestar aconselhamento ao governador. Na prática, Cartaxo quer que o chefe do poder executivo, eleito pela soberania do voto popular para administrar o estado, fique sob tutela. Uma excrescência que, na verdade, tem por objetivo gerar mais um factóide político e uma nova onda de polêmicas e controvérsias, a exemplo do que vem predominando na Assembleia Legislativa desde o início da atual legislatura.

O deputado, é bom dizer, não inventou essa história do conselho, que realmente é previsto na Constituição paraibana. Uma Constituição que, por sinal, teve na sua elaboração e promulgação um dos mais patéticos e vexatórios episódios de toda a conturbada e nem sempre muito brilhante história da nossa Assembleia Legislativa.

A Carta, para quem não sabe ou não lembra, foi redigida em clima de revanche por uma oposição majoritária e enraivecida contra o então governador Tacísio de Miranda Burity, principalmente porque este se recusara a atender às inúmeras demandas dos parlamentares, sobretudo do partido pelo qual ele havia sido eleito, o PMDB. O texto original era carregado de artigos que pretendiam estorvar a governabilidade, limitar a autoridade do executivo e até mesmo afastar Burity do governo.

Resultado: estes trechos foram impiedosamente destruídos no Supremo Tribunal Federal. De certa forma, o quadro na relação entre executivo e legislativo na Paraíba atualmente se assemelha àquele que se viu em 1989. O ambiente é de radicalismo, revanchismo e criação em larga escala de factóides. Diante do ambiente político, a execução do projeto de Luciano Cartaxo seria uma desmoralização ao governo, já que a própria oposição cuidaria de espalhar que a administração precisou ser tutelada por um conselho.

União

O presidente do diretório municipal do PT, Alexandre Almeida, pré-candidato a prefeito, garante que os cerca de “quatro mil filiados, que mantém uma vida política partidária ativa” na cidade estariam unidos em prol do projeto de candidatura própria.

Reafirmado

“Agora é o momento de aprofundarmos nossas decisões e avançarmos no projeto de governar, com a experiência de Lula e Dilma”, afirmou Alexandre Almeida, segundo sua assessoria. O dirigente participou de reunião do diretório estadual, na última terça, em que foi confirmado o objetivo de lançar candidatos nas principais cidades do estado.

É difícil

Em todo período pré-eleitoral instala-se uma rede de boatos que tenta criar candidaturas. Esta semana, o nome do secretário de Turismo do Estado, Renato Feliciano, apareceu como cotado para ser o prefeitável de Ricardo Coutinho em Campina Grande.

Composições

O empresário José Artur Almeida (PTB) e a reitora Marlene Alves (PC do B), que devem disputar as eleições 2012 se apresentando como terceira via, buscam alianças para fortalecer suas candidaturas e ampliar o tempo no guia. Artur e Marlene chegaram a conversar, mas um convidou o outro para ser vice e as negociações pararam por aí.

Pré-candidata

O PSC campinense divulgou ontem pela manhã a sua lista de pré-candidatos a vereador e dela consta o nome da ex-petista e ex-prefeita de Campina Grande, Cozete Barbosa.

O porém

Os planos da ex-prefeita Cozete Barbosa de voltar à Câmara Municipal nas próximas eleições podem esbarrar em impedimentos jurídicos e em contas reprovadas pelo TCE.

Outros nomes

Também figuram na relação de pré-candidatos a vereador do PSC o empresário Dalton Gadelha, o delegado Damião Marçal e o secretário de Ciência e Tecnologia Emir Candeia.

E mais

Na lista, que tem cerca de 25 nomes, ainda estão Ivan Cabral (que desde 1988 sempre é candidato a vereador) e do suplente em exercício Orlandino Farias, que veio do PMDB.

Publicado no DB de 03 de novembro

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