BANCADA NO PAREDÃO


O projeto que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores da Saúde municipal deverá sacudir a Câmara e colocar vereadores em pé de guerra. Tudo porque, segundo o presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, o texto que deve chegar ao legislativo nos próximos dias não contempla às expectativas de parte dos servidores, sobretudo no quesito salarial.

“O projeto foi construído sob o signo da discórdia de algumas categorias, porque o plano proposto pelo governo, embora tenha a concordância de ex-membros da comissão paritária (que renunciaram), não agrada a todas as categorias. A discórdia é no quesito salário, porque agentes de saúde e técnicos de enfermagem, por exemplo, não receberão benefício financeiro nenhum”, disse. O sindicalista explicou que há dois tipos de funcionários na saúde municipal: os que são chamados “da rede”, caso do pessoal do Isea, e os funcionários do Programa de Saúde da Família, e, para estes “praticamente não há benefício nenhum no plano”.

A guerra deve acontecer porque os vereadores, principalmente da oposição, certamente vão apresentar emendas, a pedido dos servidores, enquanto a bancada governista, majoritária, deverá ser pressionada pelo Palácio do Bispo para votar contra a maioria das modificações. Com isso, os vereadores de situação ficarão entre a cruz e a espada: ou se rebelam e aprovam as emendas, se indispondo com o executivo, ou barram as emendas e assumem o ônus junto aos servidores.

A história, entretanto, não para por aí. Caso o projeto receba as emendas que o Sintab espera, é quase certo que elas serão vetadas pelo prefeito. E aí? O legislativo derruba o veto? Quem na base governista votará pela derrubada? Quando a matéria for para votação, trabalhadores lotarão as galerias da Câmara Municipal, para pressionar os parlamentares. Vale, então, repetir a pergunta: Qual será a posição da bancada majoritária? Na opinião de Napoleão Maracajá, “se tiverem juízo, vão ficar do lado do servidor”. Vem novela por aí.

Sem efeito

A ameaça do vereador Inácio Falcão de romper com o governador Ricardo Coutinho, a quem acusa de indiferença em relação a Campina, não causou qualquer repercussão no ninho tucano. Menos ainda no gabinete principal do Palácio da Redenção.

A crítica

Tucanos campinenses lembram que, até o mês passado, Inácio Falcão, que se apresenta como pré-candidato a prefeito, ameaçava sair do PSDB. Lembram, também, que, em 2010, o vereador anunciou o voto em Cássio Cunha Lima e no peemedebista Vitalzinho para o Senado, o que seria, para eles, uma evidência de que estaria “em cima do muro”.

Reverência

Seguindo o costume de homenagear “celebridades” que venham a Campina Grande, a Câmara Municipal, por propositura do vereador Fernando Carvalho, vai realizar, no dia 21, sessão especial em tributo ao príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

Alteza real

Dom Bertrand estará em Campina entre os dias 20 e 23 – curiosamente após o feriado da proclamação da República. Já que é comum, no legislativo municipal, as homenagens a ex-estrelas do futebol nacional, parentes e até a “personal stylist” de vereador, não é de surpreender que se festeje a visita do figurativo príncipe imperial do Brasil.

Precaução

Com essa homenagem ao príncipe imperial, o parlamento campinense pelo menos garante que, se o Brasil voltar ao regime monárquico, teremos a simpatia da família real.

PEC 33

O senador Vital Filho reuniu a imprensa ontem em Campina e avisou que votará a favor da PEC N° 33, que restabelece a exigência do diploma para o exercício do jornalismo.

Objetivo

Na entrevista coletiva que concedeu ontem, em João Pessoa, o ex-senador Wilson Santiago repetiu o que já havia dito ainda no Senado: vai tentar tomar de volta o mandato.

Pelos pobres

Também como já havia revelado, enquanto espera pela justiça, Santiago confirmou que retornará ao trabalho de “simples defensor público”, para “continuar ajudando os pobres”.

Publicado no DB de 12 do 11

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