NEM GOVERNO, NEM SENADO


A posse de Cássio Cunha Lima na Câmara Alta do Congresso dará notas finais às eleições 2010. Com isso, outubro se firma como mês de amargas lembranças para o ex-governador José Maranhão. Além das derrotas eleitorais de 2006 e 2010, a chegada do maior adversário ao Senado é mais uma ocorrência a azedar a relação do peemedebista com o décimo mês do calendário gregoriano. Maranhão saiu do último pleito como o grande perdedor.

Sofreu uma derrota fragorosa, em uma disputa que era tratada como uma barbada a ser definida sem necessidade de segundo turno, em que aliados chegavam a falar em uma vantagem de 300 mil votos – ou mais. Após as urnas indicarem resultado bem diferente, impondo a José Maranhão um duro revés, antes mesmo de deixar o Palácio da Redenção o ex-governador foi contemplado com alvissareiras promessas de cargo federal. Falava-se até em um ministério! Terminou o mandato tampão de governador, Dilma Rousseff assumiu a presidência, e nada.

Como não veio ministério, foi criada uma fábula de que o ex-governador fora chamado para ser ministro da Previdência, mas teria recusado. Desde então, todo “mês que vem” se dizia que o peemedebista seria empossado em um importante cargo, como de vice numa das inúmeras diretorias da Caixa Econômica Federal. Mês após mês foi passando e nada! Até que o próprio Maranhão admitiu que estava sendo humilhado com as promessas não cumpridas.

Mas, a coisa não pararia por aí. O ex-governador, que no poder atraiu para si a submissão de boa parte dos políticos paraibanos, viu-se, repentinamente, peitado por “meros” deputados estaduais, como Gervásio Maia, além ter assistido a debandada de outros para as hostes adversárias. Hoje, José Maranhão deve remoer, em suas noites insones, o pensamento de que, se, ao invés de tentar um quarto mandato de governador, tivesse concorrido ao Senado, agora estaria gozando oito doces anos no poder. Mas, como se diria lá em Araruna, perdeu a besta e o frete.

Corpo estranho

O secretário estadual da Juventude, Esporte e Lazer, Fábio Maia, presidente do PSB municipal, voltou a criticar o vereador Antônio Pereira, que trocou o partido pelo PMDB. “Pereira nunca foi do PSB e ele está hoje onde sempre esteve”, afirmou Fábio.

A resolver

Sobre a possibilidade de pedir na justiça o mandato de Antônio Pereira por infidelidade, Fábio Maia disse que o caso será discutido pela comissão provisória do PSB campinense. Por conta da morosidade da justiça, é improvável que algum vereador “infiel” perca o mandato. Mesmo assim, o processo não deixa de render considerável dor de cabeça.

É o jeito

O vereador Olímpio Oliveira avisou que vai acionar o Ministério Público contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pela não entrega de correspondências no bairro da Glória. Ontem, moradores do bairro foram à Câmara denunciar o problema.

Descaso

“Gostaria de comunicar a esta Casa que estarei convocando o MP contra os Correios de Campina Grande por estar lesando a população”, disse Olimpio. Os moradores do bairro da Glória também reclamam que a prefeitura tem se mantido indiferente em relação ao problema, inclusive quanto à colocação das placas das ruas, pedida pelos Correios.

Eu pago

Fernando Carvalho se propôs a custear as placas a serem instaladas no Glória, mas os vereadores resolveram apelar à Secretaria de Serviços Urbanos para que resolva o caso.

Vaquinha

No entanto, caso a secretaria não providencie as placas, os vereadores decidiram que Carvalho não pagará sozinho. Vão promover uma cota na Câmara para custear o serviço.

Apoio

A Câmara Municipal tem se mostrado bastante empenhada em apoiar a greve do Fisco Estadual, que conta, inclusive, com um representante na casa, o vereador Antônio Pereira.

Agora vai

Na sessão de ontem, os vereadores decidiram enviar ofícios ao Ministério Público e ao Governo do Estado, pedindo o atendimento das reivindicações dos grevistas do Fisco.

Publicado no Diário da Borborema de 27/10

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