OPINIÃO: 'O PSB EM CAMPINA'. E MAIS: ADRIANO GALDINO DESISTE DE TRANSFERIR DOMICÍLIO ELEITORAL

Quando da última eleição municipal, em 2008, o PSB era um partido sem grande expressão em Campina Grande. Fez parte da coligação “Amor Sincero por Campina”, que reelegeu o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. Na disputa proporcional, compôs a coligação “Apaixonados por Campina III”, com o PSC, o PMN e o PCB, e elegeu apenas um vereador, Antônio Pereira, com 2.825 votos. No geral, os sete candidatos socialistas somaram 11.575 votos nominais, além de 257 de legenda.

O professor Fábio Maia, presidente do diretório municipal do PSB, ficou pertinho de Pereira, com 2.588 sufrágios, terminando à frente de três vereadores eleitos – Rodolfo Rodrigues, Laelson Patrício e Cassiano Pascoal – mas, dado o desempenho da coligação, somente Antônio Pereira elegeu-se. Em 2009, a representação socialista na Câmara seria ampliada, com a filiação da vereadora Ivonete Ludgério, líder da oposição municipal, oriunda do PSDB. A chegada de Ivonete marcaria o início do fim da posição governista do PSB.

O afastamento definitivo do PMDB ocorreria no ano passado, com a candidatura de Ricardo Coutinho a governador. Aliado de primeira hora de Veneziano, Fábio Maia deixou a Urbema e assumiu lugar na vanguarda da campanha de Ricardo, mas Antônio Pereira preferiu manter-se ligado ao prefeito, contrariando o partido. Os conflitos foram inevitáveis e são conhecidos, e Pereira deverá deixar a sigla. Resumidamente, essa é a história recente do PSB em Campina.

A dúvida é que papel o partido desempenhará nas eleições 2012. Ampliará sua presença no legislativo municipal? É provável. Indicará o candidato a vice-prefeito, numa chapa com o PSDB? É possível. Agora, na condição de partido do governador, tende a crescer em todo o estado, e a Rainha da Borborema é ponto estratégico para qualquer legenda. Por isso, o PSB, que já anunciou apoio ao deputado tucano Romero Rodrigues, é cotado – junto com o PSD – para indicar o vice. A dúvida é: quem seria? Fábio Maia, Ivonete Ludgério ou haveria outro nome?

Não mais

Por falar no assunto, o deputado estadual Adriano Galdino não vai mais mudar seu domicílio eleitoral para Campina Grande, como ele mesmo chegou a cogitar. Mas, um dos seus irmãos, o advogado Murilo Galdino, será candidato a vereador na cidade.

O motivo

A desistência de Adriano aconteceu após uma pesquisa revelar que a mudança do seu domicílio eleitoral para Campina Grande desagradava a maioria dos pocinhenses. O próprio deputado havia anunciado a possibilidade da mudança, e sua intenção era ficar disponível para, eventualmente, concorrer a vice-prefeito numa chapa com o PSDB.

Peemedebista

O vice-prefeito de Campina Grande, José Luiz Júnior, confirmou ontem que deixará o PSC para se filiar ao PMDB. Segundo Zé Luiz, o convite para ingresso no partido veio do prefeito Veneziano Vital do Rêgo e do ex-governador José Maranhão.

De fora

Na prática, a definição do vice-prefeito implica na sua desistência de concorrer à prefeitura municipal. Zé Luiz se apresentava como pré-candidato. Ele admitiu que não está migrando para o partido com pretensão de ser candidato. “Eu estou indo para o PMDB como soldado. Se o partido quiser me aproveitar como candidato, aceito”, disse.

Precipitação

Há cerca de um mês, José Luiz Júnior chegou a ser anunciado precipitadamente como pré-candidato a prefeito do PT do B, pelo secretário estadual do partido, Mário Cézar.

Tendência

Após o curso de formação do fim de semana, a tendência Grupo de Resistência Petista deixa de existir, e seus componentes passarão a formar a Democracia Socialista (DS).

Explicação

Segundo Vladimir Chaves, que será um dos coordenadores da ala, que inicia as atividades com 30 membros, a mudança se deu pelo fato de a DS ser uma tendência nacional.

A tensão

Olhos postos no TRE hoje. Ontem, as mídias eletrônicas tornaram-se, mais uma vez, campo de guerra entre admiradores, auxiliares e aliados do prefeito e dos seus adversários.

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