NORMALMENTE 'APAGADO', DAMIÃO MOSTRA VEEMÊNCIA AO PLEITEAR VAGA NO TCU. E MAIS: MARANHÃO ESCAPA DE DOR DE BARRIGA


O deputado federal Damião Feliciano (PDT), como era de se esperar, não teve chances na eleição para ministro do Tribunal de Contas da União, para a qual as cartas marcadas já indicavam a vitória da deputada federal Ana Arraes (PSB), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Antes da votação, cada candidato teve dez minutos para fazer sua propaganda.

E eis que os paraibanos viram, na tribuna, um Damião diferente, com um discurso forte, vibrante, evocando argumentos, lembrando da infância difícil, declamando, emocionado, poesia de Olavo Bilac. Um Damião que nem parecia aquele outro, sorumbático, apagado, incapaz de se destacar mesmo na pequena bancada paraibana, legítimo representante do baixíssimo clero da Câmara. Ciente disso, aliás, o parlamentar resolveu cunhar um novo termo, designando-se como membro do “novo clero”. “Estamos vivendo um bom momento político nesta casa, momento definido com um novo clero, e não como baixo clero, como antigamente”, bradou.

Prosseguiu: “Nós, o novo clero, é que temos a maioria aqui”. Damião ainda usaria outra curiosa expressão. “Foram muitos os boatos de que eu não iria continuar. É a técnica dos antigos, que acham que nós, ‘líderes anônimos’ desta casa, somos movidos apenas por interesses menores”. O deputado se apresentou como representante dos calados. “Minha presença nessa tribuna é também para honrar a grande maioria silenciosa desta casa”. No fim, também se definiria como uma “liderança silenciosa”.

Ora, Damião Feliciano não pode se dizer parte de um “novo clero”, estando já no seu quarto mandato. Nem jactar-se de ser um líder anônimo, pela proeminência do cargo que ocupa, no qual, só se mantém anônimo quem não cuida em ter uma atuação destacada. Pela mesma razão, só é silencioso quem não quer falar. Por fim, uma liderança até pode ser silenciosa, mas, um líder sempre terá gestos de líder. Ontem, o deputado mostrou que, quando seu próprio futuro está em jogo, sabe quebrar o silêncio.

Pode ser

O vice-prefeito José Luiz Júnior, que trocou o PSC pelo PMDB, sonha com a indicação para disputar a sucessão municipal, mas, caso isso não ocorra, revelou que, embora não cogite, por ora, uma candidatura a vereador, também não descarta a hipótese.

Ele também

Quem também sonha com a candidatura majoritária, mas pode acabar postulando uma vaga na Câmara Municipal, é o ex-deputado federal (e ex-vereador) Walter Brito Neto. Se isso acontecer e a divisão da família Brito for mantida, Walter pode enfrentar o irmão Fabrinni, que em 2008, pelo PRP, não se elegeu por causa de apenas 61 votos.

Vai brigar

Apesar de ter conversado com outras siglas, o vereador Inácio Falcão afirmou que não deixará o PSDB e confirmou que pretende bater chapa com o deputado federal Romero Rodrigues pela indicação para a candidatura a prefeito nas eleições de 2012.

Os outros

“Com certeza (quer bater chapa com Romero). Felizmente, nosso partido tem muitos nomes que podem concorrer, ao contrário de outros, que precisam promover almoços, cafés da manhã, para tentar atrair filiados, tentando tirar as pessoas das outras legendas”, afirmou Inácio Falcão, que evitou especificar de qual partido estaria falando.

A festa

Na semana passada, a Câmara Municipal de Sumé promoveu grande festa para conceder títulos de cidadania sumeense a figuras ilustres, como o ex-governador José Maranhão.

O efeito

O problema é que, horas depois (de madrugada, como sempre), a maioria dos que estiveram na festança e provaram do regabofe apresentou quadro de infecção intestinal.

A repercussão

Nem o prefeito Doutor Neto escapou. E, como não poderia ser diferente, o dessaranjo coletivo virou motivo de piada no Cariri, o que gerou até uma nota de repúdio da Câmara.

O detalhe

Principal estrela da festa, Maranhão não pode comparecer e acabou se livrando. Os que não tiveram a mesma sorte, apesar de tudo, se recuperam bem. Mas, escaparam fedendo.

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