CAMPINA NO MEIO DO CAMINHO


Joffily e Argemiro: nenhum seria eleito governador

Em 1947, por ocasião da definição de candidaturas para as primeiras eleições municipais, o capitão do Exército, Guilherme Joffily, escreveu para o irmão, o deputado federal José Joffily, um dos chefes do PSD estadual e a quem competiria encaminhar o partido em Campina Grande: “Se você conseguir fazer o prefeito de Campina, será você o candidato vitorioso nas próximas eleições para a governança do estado. Escreva isto com letra de forma e trate de ter este princípio como objetivo definido, meta a ser alcançada”.

A correspondência, que poderia ser-nos desconhecida, foi descoberta e publicada pelo historiador Josué Sylvestre, no seu valioso livro “Lutas de Vida e de Morte”. Na mesma obra, Josué destaca que o ex-governador e interventor estadual Argemiro de Figueiredo também via aquele primeiro pleito municipal como o trampolim para voltar ao Palácio da Redenção, desta vez não pelo voto indireto da Assembleia Legislativa ou a indicação para interventoria, mas, nos braços do povo.

Em um dos seus “manifestos ao povo”, Argemiro confessava suas perspectivas em relação à campanha. “Não estão em jogo simplesmente candidatos aos postos eletivos municipais. A luta é mais séria. O que Campina vai julgar a 12 de outubro é o meu próprio destino político. A minha terra irá lavrar uma sentença histórica. Ela, ou terá de sustentar-me para que eu possa servi-la, ou jogar-me ao ostracismo, como homem inútil aos interesses do seu progresso e do seu futuro. Este é que é o dilema”, afirmou.

No final das contas, o candidato apoiado por José Joffily, Elpídio de Almeida, foi eleito, e o candidato de Argemiro de Figueiredo, Veneziano Vital do Rêgo, perdeu. Mas, Joffily sequer disputou o Governo do Estado, na eleição seguinte; Argemiro foi candidato, mas perdeu para José Américo. O que fica de lição nessa história, entretanto, é mais uma clara evidência da importância de Campina Grande no cenário político estadual. E, se em 1947 a percepção desse papel já era tão clara, imaginem em 2012!

Por 3 a 1

O recurso do prefeito Veneziano Vital do Rêgo foi acatado pela maioria dos membros do TRE, reformando a decisão de primeiro grau, que o havia cassado. Para três magistrados, não houve financiamento público de campanha no “caso do cheque”.

Galdinos

A esposa do deputado estadual Adriano Galdino, Eliana Galdino, deve ser candidata a vice-prefeita de Pocinhos nas próximas eleições. A chapa será encabeçada pelo atual prefeito, Arthur Galdino, que é sobrinho do deputado. Para disputar a reeleição, Arthur vai trocar o PSDB pelo PSB. Seu tio, Adriano, já foi três vezes prefeito de Pocinhos.

Cantiga de roda

Durante a sessão de ontem na Câmara, o vereador Olímpio Oliveira cantarolou uma antiga cantiga de roda, em analogia ao atual cenário da política campinense: “Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar... Guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue, zá”.

A explicação

“Campina tem que sair dessa ladainha, dessa cantilena sem fim. ‘Tira, bota, deixa o fulano de tal ficar’... Campina precisa que a nossa classe política tenha dimensão do momento histórico que estamos vivendo, de profunda infertilidade”, afirmou Olímpio Oliveira. O vereador tem razão, até porque, nessa cantiga de roda, CG não sai do lugar.

Pré-candidatura

Durante congresso realizado no último fim de semana, com presença de Edvaldo Rosas, o PSB de Taperoá indicou sua pré-candidata para a sucessão municipal, Socorro Farias.

Sem comentários

A presidente do PMN paraibano, Lídia Moura, preferiu não comentar o insucesso das negociações do partido com o vereador Fernando Carvalho, que decidiu ir para o PT do B.

Destino

“Entendo que o tema Fernando Carvalho está superado, haja vista que não se filiou ao PMN”, comentou Lídia Moura. O vereador deve ser candidato a prefeito pelo PT do B.

Guerra e paz

Ontem, houve quebra pau na Câmara Municipal de João Pessoa. Segunda, a confusão foi na Câmara de Cajazeiras. Sorte que no legislativo campinense o clima é de paz e amor.

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