PRAXE LEGISLATIVA. E MAIS: UNIVERSAL VAI MUDAR CANDIDATO OFICIAL EM CAMPINA

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba confirmou ontem que segue uma prática comum à atividade parlamentar nestas terras tupiniquins e, ainda mais, nestes dignos e sofridos rincões nordestinos: trabalha para a construção de fatos e factóides políticos, legisla em causa própria – a causa da próxima eleição. Aliás, quando se trata de planos eleitorais, a visão dos nossos políticos é sempre abrangente, vai longe, enxerga lá na frente.

Quando, todavia, é caso de se vislumbrar o futuro da cidade, do estado ou da nação, instala-se uma miopia crônica aparentemente intratável – e, claro, intragável. Ontem, a sessão da Assembleia para votação da permuta do terreno da Acadepol bateu recordes de audiência na transmissão via internet (tanto que a plataforma virtual não agüentou e a reprodução foi truncada), mas, em plenário, os deputados novamente se perderam em debates infindáveis sobre aspectos já exauridos e, sobretudo, no tradicional reme-reme político que rege qualquer discussão por aqui.

Após horas de falatórios exaltados e vazios, que mais uma vez confirmaram o baixo padrão da atual legislatura na Casa de Epitácio Pessoa, e a não aprovação de uma emenda proposta por Gervásio Maia (PMDB), a oposição, indignada e sentindo a derrota iminente, resolveu impedir de vez a votação da permuta dos terrenos, retirando-se do plenário. Trocando em miúdos, o objetivo da bancada foi protelar ainda mais o assunto, não pelo interesse no debate, mas de olho no viés político, aproveitando-se do beneficiamento que tem no campo midiático, por conta da ausência de investimento do Governo do Estado nesse setor.

O mais impressionante de tudo é a flacidez do discurso de alguns deputados, que chegam ao cúmulo de ignorar e até desprezar a avaliação feita pela Caixa Econômica Federal, apontando o valor do terreno da Acadepol bem aquém dos fantasiosos R$ 70 milhões que alguns parlamentares alardeavam. Acontece que a avaliação é técnica e, sobretudo, isenta, ao contrário do debate que temos assistido.

Mudança

O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Jutay Meneses (foto), presidente do PRB estadual, deu sinais de que o candidato oficial da igreja a vereador em CG em 2012 não deve ser o também pastor Miguel Arcanjo, que não conseguiu se eleger em 2008.

Vai e vem

Miguel Antonio Batista de Oliveira, verdadeiro nome do Pastor Miguel Arcanjo, foi vereador em João Pessoa por dois mandatos. Em 2008, após defenestrar o ex-vereador campinense Pastor Batista, a Universal determinou que Miguel mudasse para Campina, a fim de ser o candidato da organização. Ele não se elegeu e deve voltar a João Pessoa.

Parou

O vereador Olimpio Oliveira, de passagem por um dos setores das obras de transposição das águas do Rio São Francisco, constatou aquilo que o senador Vital do Rêgo Filho já havia apontado recentemente: os trabalhos estão praticamente paralisados.

Indignação

Olímpio mostrou-se indignado com o quadro. “Não podemos ficar de braços cruzados. É preciso que façamos alguma coisa. A Paraíba já não recebe praticamente nada e aquilo que viria para beneficiar nosso estado acaba assim, parando”, reclamou. Os vereadores devem fazer uma nova visita às obras da transposição do Rio São Francisco.

Baixa adesão

A secretária adjunta da Saúde municipal, Marisa Agra, ironizou a paralisação dos servidores da pasta. Conforme a secretaria, a adesão ao movimento não passou de 30%.

Textualmente

“O Sintab foi mais uma vez desacreditado pelos servidores de Saúde. O apelo de paralisação não foi atendido, felizmente. Obrigada, campeões”, disse Marisa, no Twitter.

Outra vez

Caso não haja acordo, durante a Audiência Pública agendada para hoje, sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores da Saúde, a categoria pode parar de vez.

Rejeitado

A comissão que representa o pessoal da Saúde no debate sobre o PCCV não aceita que seja enviado para votação na Câmara um projeto feito sem a participação da categoria.

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