POLICIAIS PRESSIONAM GOVERNO. E MAIS: RÔMULO NÃO NEGA CANDIDATURA E VEREADORES COMEMORAM JULGAMENTO DE VENEZIANO

A Associação dos Policiais Civis da Paraíba (Aspol) e a Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados (Adepdel) promoveram uma reunião conjunta esta semana em João Pessoa, a fim de elaborar uma pauta unificada de reivindicações a ser apresentada ao Governo do Estado. A pauta, na verdade, confirmou o que os policiais já haviam solicitado ao governador Ricardo Coutinho: contratação dos concursados que concluíram o curso de formação na Academia de Polícia; convocação dos concursados que ainda não fizeram o curso para o processo de formação; transformação das gratificações em subsídio, conforme previsto na Lei Orgânica da categoria; e negociação salarial.

Em nota, a Adepdel apresentou um balanço do trabalho policial desde o início do ano: “Mais de 40 operações policiais, com a prisão de mais de 100 criminosos, apreensão de mais de 200 menores infratores, várias armas de fogo e dezenas de quilos de substâncias entorpecentes, tudo isso com um parco efetivo e o pior salário do Brasil”.

A seguir, os delegados apresentam uma cobrança. “Foram sete meses de total cumprimento das metas de redução da criminalidade implementadas nas dez regionais integrantes da estrutura da Polícia Civil. Foram sete meses de apoio incondicional ao atual Governo do Estado. Por conta disso, com fulcro nas promessas feitas pelo governador, bem como por sua equipe econômica, acreditamos que no mês vindouro seremos chamados para a resolução dos nossos problemas salariais, o pior do país”, conclui a nota.

Também através de nota, a Aspol cobra de Ricardo o cumprimento dos pontos de um acordo firmado no início do ano, que contempla as reivindicações expostas acima. “Ainda acreditamos no governo e aguardamos o cumprimento do que foi acordado”, afirma a entidade na conclusão do documento. O “ainda acreditamos”, todavia, parece não ter a concordância de boa parte dos policiais civis, que cobram o imediato cumprimento do que teria sido acertado após a posse de Ricardo Coutinho.

Perspectiva

De acordo com o vice-presidente da Aspol, Júlio César da Cruz (foto), a espera dos policiais pela confirmação do acordo com o Governo do Estado tem um prazo. “A data limite é 22 de setembro. Se até lá não formos chamados para conversar, vamos reagir”.

À espera

Conforme Júlio César, cerca de 300 concursados que já fizeram o curso de formação na Acadepol aguardam a nomeação, e aproximadamente outros 600 esperam ser chamados para o curso. Ele contou que a Aspol e a Adepdel deram entrada numa ação junto ao Ministério Público pedindo a incorporação das gratificações aos vencimentos dos policiais.

A pergunta

Ante as tantas especulações sobre 2012, O Diário Político fez uma pergunta direta ao vice-governador Rômulo Gouveia, presidente do PSD: O senhor descarta totalmente a hipótese de ser candidato a prefeito de Campina nas eleições do ano que vem?

A resposta

Como todo político experiente, raposa velha que é nas lides partidárias, Rômulo evitou dar uma declaração do tipo “dessa água não beberei”. Respondeu sem responder, dando a entender que não será candidato, mas sem fechar as portas. “Eu estou num projeto de unir as oposições e de honrar o meu mandato de vice-governador”, foi o que afirmou.

Comemoração I

O vereador Cassiano Pascoal comemorou o pedido de pauta para julgamento no TRE do recurso do prefeito Veneziano contra sua cassação. “Torcíamos para que o processo entrasse em pauta. Assim, acabará esse estigma de se dizer que Veneziano foi cassado”.

Comemoração II

Por motivos evidentemente opostos, o vereador João Dantas também festejou a provável entrada do recurso na pauta do TRE. “Nossa esperança é de que seja feita justiça, embora que tardia. Esse processo aguarda um desfecho desde 12 de abril do ano passado”.

Ponto de vista

Para Cassiano Pascoal, a cassação do prefeito foi “um equívoco em primeira instância, e essa decisão vai ser revista agora pelo Tribunal”. Para João Dantas, “o processo que cassou Veneziano é vigoroso, e ainda dispõem de provas substanciais e incontestáveis”.

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