OPINIÃO: 'UM CAIO MAIS AMENO'. E MAIS: O ESQUECIMENTO DE WALTER BRITO NETO

Após o desembarque do empolgado deputado Toinho do Sopão (PTN) da base do governo na Assembleia Legislativa, logo foi apontado um provável “substituto”: Caio Roberto, do PR. O filho de Wellington Roberto teria dito que não quer cargo algum. Bastaria que reivindicações para as suas bases sejam atendidas e passará a votar a favor do governo.

Se isso é mesmo verdade, eis um discurso muito mais moderado do que aquilo que se viu no primeiro semestre, quando o noviço parlamentar chegou a baixar o nível das críticas ao governador Ricardo Coutinho a um padrão incoerente com a postura (o tal decoro) de um legislador.

“Ricardo Coutinho acha que o povo é otário. Sai por aí dando ordem de serviço em obras que foram contratadas e licitadas no governo Maranhão. Governinho de araque esse”, escreveu o deputado, em maio, no seu Twitter. Antes disso, em março, também pelo Twitter, Caio deu a entender que havia irregularidades no governo que, então, não havia ainda chegado aos cem dias.

À época, já se falava na possibilidade de adesão do parlamentar à base governista, mas ele, além de acusar, de forma generalista, o governo, jurava que não deixaria a oposição. “Não podemos ser coniventes com um governo que pauta seus atos em tramóias e maracutaias. Descarto minha adesão”, escreveu.

Questionado pelo Diário Político sobre as acusações, desconversou: “Quando estiver amparado de provas e documentos, ficarás sabendo”. “Em breve a Paraíba vai saber o que é feito por debaixo dos panos”, afirmou. Dois meses depois, ante a onda de greves, exagerou: “Vou incluir a renúncia de RC nas minhas preces. Talvez ele suma e nossos professores e médicos voltem a trabalhar”.

Agora, passados mais três meses, Caio pode virar governista. Não amparou-se em provas paras suas precipitadas denúncias inominadas, não revelou o que havia “por debaixo dos panos”. Assegurava que não seria governo e pode tornar-se governo. É por isso, Caio, que Zé Povão diz: “Em palavra de político, eu não caio”.

Esquecimento

Questionado ontem pelo Diário Político sobre seu afastamento da direção do PRB em Campina Grande, o ex-deputado federal Walter Brito Neto (foto), mais um pré-candidato a prefeito da cidade, deu uma resposta no mínimo surpreendente: “Desconheço o fato”.

Já passou

Após lembrarmos ao ex-deputado que, no mês passado, ele mesmo contou ter sido informado pelo presidente do PRB no estado que seria afastado da direção do partido, Walter disse que o caso já são águas passadas. “Isso já foi contornado. O fato é que estou à frente do PRB em Campina e importantes lideranças estão unindo-se a nós”, afirmou.

Falta um

Para aprovar a venda do prédio do DTO na Câmara, que pode entrar na pauta de hoje, não bastarão ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo os votos da sua majoritária base. O projeto terá que receber o apoio de pelo menos um vereador da bancada de oposição.

É difícil

Nenhum vereador da oposição quis adiantar qual será seu voto em relação à venda do DTO. A pequena bancada teria conversado para tentar adotar uma decisão conjunta. No entanto, o fato de o projeto contemplar a instalação de um hospital infanto-juvenil tem um forte apelo popular e, por isso, dificilmente os vereadores votarão contra a matéria.

Pressão

É provável que a votação da venda do DTO aconteça sob forte pressão de populares nas galerias. Figuras ligadas ao executivo têm trabalhado para arregimentar público para a sessão.

Velho

O vereador Inácio Falcão criticou a ideia da prefeitura de comprar o prédio da antiga Mater Dei, que, para ele, já está obsoleto. Falcão defende a construção de um novo prédio.

Para o dia 18

A Audiência Pública que debateria o Plano de Cargos dos servidores da Saúde do município acabou sendo adiada, já que a secretária Tatiana Medeiros viajou para Brasília.

Recado

Sem audiência, a sessão acabou abrindo espaço para uma Tribuna Livre e representantes dos servidores da saúde avisaram que não aceitarão um PCCV imposto pela prefeitura.

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