HOSPITAL DA CRIANÇA E O MANIQUEÍSMO NO DISCURSO DOS AUXILIARES DA PREFEITURA

A premissa é a seguinte: “Quem pode ser contra a instalação de um hospital para atender às crianças em Campina Grande?” No entender e no dizer de alguns secretários municipais e vereadores de situação, só quem for “do mal”, só quem não tiver sentimento cristão. É o puro discurso maniqueísta.

Ninguém, evidentemente, pode ser contra a abertura de um novo hospital. Mas, nenhuma ação do poder público, ainda mais quando esta ação demanda a venda de um bem público, pode ser realizada de maneira açodada. Até porque a mesma gestão que hoje manifesta tanta pressa em abrir o novo hospital teve seis anos e meio para fazê-lo, e não o fez.

É mais que evidente que a preocupação de se por o processo de instalação desse hospital para rodar nesse exato momento tem tudo a ver com 2012. Um dos lenitivos contra o desgaste da administração municipal, que pode/deve se fazer sentir no ano que vem, é justamente a implementação de ações de grande apelo popular.

Seja como for, o hospital será muito bem vindo. Desde que funcione melhor que a combalida (apesar de toda a propaganda) atenção básica à saúde.

O que não se pode deixar passar em branco é o discurso minimalista, maniqueísta, de bem contra o mal, mais uma vez se espalhando por Campina Grande. Foi esse tipo de discurso que se difundiu na cidade (e no estado) em 2010 e que, vale lembrar, foi amplamente rejeitado pelos paraibanos.

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