COLUNA: 'A BOMBA DE ADRIANO'. E MAIS: TOINHO DO SOPÃO E RANIERY PAULINO DISPUTAM DECLARAÇÃO MAIS ESTAPAFÚRDIA

O deputado estadual Adriano Galdino (PSB) não exagerou quando avisou que soltaria uma bomba ontem pela manhã no plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba. Foi o que aconteceu quando revelou a existência de um documento, produzido pela Companhia de Habitação da Paraíba (Cehap), órgão estadual, no fim do último governo de José Maranhão, avaliando o terreno da Academia de Polícia (Acadepol) em R$ 4,7 milhões.

Um valor muito, muitíssimo aquém daquilo que os deputados da bancada de oposição têm alardeado, com estimativas que vão de R$ 70 milhões até mais de R$ 100 milhões. A polêmica veio à tona quando o Governo do Estado informou que planeja permutar o terreno da Acadepol, que fica no bairro de Mangabeira, por outro, no bairro do Geisel, às margens da BR 230. O empresário dono da propriedade do Geisel se incumbiria, ainda, da construção de uma nova Academia de Polícia, de uma nova Central de Polícia para a Capital, bem como de um novo Instituto de Polícia Científica.

A oposição, atordoada diante da revelação, não teve como rebater Adriano, e se apegou aos mesmos argumentos desconexos para condenar a permuta. No ar, pairou uma grande dúvida: por que o então governador, às vésperas do segundo turno das eleições, teria mandado realizar a avaliação do terreno da Acadepol? Gervásio Maia (PMDB) alegou que isso teria sido feito porque Maranhão recebeu a proposta da permuta, mas não aceitou realizá-la.

Ora, como o deputado pode comprovar essa “tese”? O fato é que houve uma avaliação da propriedade, realizada por um órgão do estado e, menos de uma semana após receber o documento, o ex-governador sofria uma derrota fragorosa no segundo turno, não tendo mais tempo para por em prática algum plano que, por ventura, tivesse em mente. Ademais, o documento, produzido no governo do grupo que hoje é oposição, desqualifica totalmente o discurso da bancada, que supervaloriza agora um terreno que, em outubro, era avaliado bem aquém do que se vocifera.

Improvável

O vereador Antônio Pereira, que está em vias de deixar o PSB, revelou na semana passada ter recebido convite para ingressar nos quadros do PC do B. No entanto, ainda que resolva aceitar, sua migração para a legenda comunista dificilmente se efetivará.

Oposição

Acontece que a maioria dos pré-candidatos a vereador do PC do B (já seriam mais de vinte) pediu à direção municipal do partido que não aceitasse a filiação de “figurões”, gente que já tem mandato. O motivo é simples: os futuros candidatos não estão dispostos a trabalhar para ajudar a eleger “medalhões”, que abocanharão os votos da legenda.

Exagerou

O deputado estadual Raniery Paulino (foto), do PMDB, fez uma ilação que parece ter passado despercebida, durante a sessão de ontem na Assembleia, mas que ultrapassou as raias do absurdo. A declaração saiu quando o parlamentar falava da segurança pública.

Comandante RC

Raniery disse que a violência tem aumentado na Paraíba, falou das explosões a agências bancárias e lembrou que o governador é o chefe da Polícia Militar. O problema veio depois. “Mesmo assim, quem já viu o governador com um colete, comandando a explosão de uma boca de fumo?”, questionou, com ares de quem faz uma grande declaração.

Concorrência

Após o raciocínio descabido de Raniery Paulino, o seu colega de parlamento, Toinho do Sopão, num discurso sem pé nem cabeça, também saiu-se com mais uma pérola terrível.

Questão de Q.I

No meio de sua arenga, em que rasgou-se em auto elogios, Toinho afirmou que o filho do catador de lixo tem Q.I inferior ao do filho do doutor. Ele não é filho de doutor...

No grito

Faltou energia elétrica justamente no meio da sessão de ontem na Câmara Municipal de Campina Grande. Mesmo assim, a sessão continuou, na penumbra e na força da garganta.

Quase lá

Conforme antecipou o Diário Político, a filiação da secretária de Saúde do município, Tatiana Medeiros (atualmente no PSL) ao PMDB pode acontecer nas próximas semanas.

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