CANDIDATOS BUSCAM FÉ

Nos bastidores da política já começou mais uma corrida silenciosa com vistas às eleições 2012, e já se trava uma disputa que passa despercebida à maioria dos eleitores e mesmo à mídia em geral. É uma batalha que envolve fé, boa fé, má fé, acertos diversos e muita manipulação. Trata-se da guerra (e o termo é a apropriado) de pré-candidatos pelo apoio de líderes de denominações religiosas às suas candidaturas.

Cena típica de toda eleição, a disputa pela “bênção” dos caciques religiosos, sobretudo nas denominações Evangélicas, acirra-se nos pleitos municipais, em que uma igreja de médio ou grande porte tem o poder de eleger, sozinha, um vereador. Assim fez e faz em todo o Brasil a Igreja Universal do Reino de Deus, que tem representantes em todas as esferas do legislativo. Em Campina Grande, a organização só não conseguiu eleger um dos seus bispos na eleição de 2008 porque a fé foi grande demais, e Miguel Arcanjo concorreu (pelo PRB, partido subordinado à IURD) numa chapa forte demais, com PT e PMDB.

Em outra igreja, recentemente um vereador procurou o pastor para tentar impedir que ele formalize apoio a um adversário. Há algumas semanas, assessores de um outro vereador atacaram, na internet, um secretário do Governo do Estado. A razão seria que o secretário, por ser da mesma igreja do vereador, pode ser seu concorrente em 2012.

São pequenos exemplos dessa batalha oculta, em que candidatos sabem que o apoio de alguns pastores tem o poder da multiplicação dos votos, não por milagre, mas por pressão sobre muitos incautos que se sentem incapazes de contrariar as “orientações” de um líder “espiritual” e suas teses de que “irmão vota em irmão”, principalmente no irmão indicado pelo pastor. A Justiça se diz atenta a esse tipo de manipulação, mas a verdade é que é difícil combater tais práticas, em que sofismas e maniqueísmos se enfeixam numa armação ilegal e imoral, que atenta contra os princípios da verdade, liberdade e até mesmo de respeito às normas apregoados pelo evangelicalismo tradicional.

Ainda não

A ex-prefeita de Campina Grande, Cozete Barbosa, em contato com o Diário Político na tarde de ontem, negou que tenha assinado a ficha de filiação do PSC. A possibilidade de filiação de Cozete à legenda foi aventada na coluna da última quinta.

Indefinida

Cozete Barbosa explicou que o que existe até agora são conversas com o deputado estadual Guilherme Almeida, pré-candidato do PSC a prefeito de Campina, mas ela diz que nada ainda foi resolvido. A ex-prefeita afirma que tem convites de outros partidos. Sobre a possibilidade de ser candidata em 2012, Cozete nem confirma nem descarta.

Mais de um

De acordo com informações do secretário de Comunicação do município, jornalista Carlos Magno, o senador Vital do Rêgo Filho admitiu que seu grupo político “possivelmente terá mais de uma candidatura” ao executivo nas eleições do ano que vem.

Até três

Conforme Carlos Magno, Vitalzinho teria afirmado que o grupo liderado por ele e pelo prefeito Veneziano pode defender duas ou até três candidaturas. Para o senador, o importante é que esses candidatos representem a continuidade administrativa da gestão Veneziano. Resta saber se essa possibilidade é verdadeira ou trata-se apenas de um blefe.

Batalha

O clima dentro do PT de Campina Grande está fervendo. Há uma verdadeira queda de braço entre as tendências do partido por conta das filiações de pré-candidatos a vereador.

Rejeição

O problema é que alguns nomes indicados por um grupo enfrentam a rejeição do outro grupo e, como ninguém dá o braço a torcer, a confusão deverá chegar à executiva estadual.

Luta nacional

O Sintab anunciou que os professores da rede municipal vão aderir à paralisação da categoria que acontece dia 16 em todo o Brasil, em defesa do Piso Nacional do Magistério.

Limpeza

Nos próximos dias, a direção municipal de determinado partido, que quer ampliar sua presença em Campina, deverá promover uma verdadeira vassourada em seus quadros.

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