AMEAÇA À POLARIZAÇÃO. E MAIS: DILMA VISITA PERNAMBUCO OUTRA VEZ E RUY CARNEIRO AINDA ACREDITA NO PACTO PELA PARAÍBA

Para a polarização de uma eleição, é necessário o encontro de dois grupos fortes, com candidatos fortes, que catalisem a atenção da maioria absoluta do eleitorado. É o que tem acontecido em Campina Grande nas últimas décadas. Para as eleições do ano que vem, o bloco comandado pelo PSDB tende a apresentar o deputado federal Romero Rodrigues como cabeça de chapa. Romero é um candidato forte. Se os tucanos conseguirem manter o PSD, o DEM e o PSB dentro dessa aliança, terão formado um grupo forte.

Para que a polarização se repita, o bloco chefiado pelo PMDB terá que encontrar um candidato forte e manter a parceria com o PT, além de conseguir reunir o PP e o PSC. Em ambos os lados, contudo, há problemas que ameaçam a segurança de uma composição em grupo. No caso da oposição, paira no ar a incerteza sobre a posição do PSD, que tem no vice-governador Rômulo Gouveia e no secretário estadual Manoel Ludgério dois nomes com musculatura (e desejo pessoal) para a disputa majoritária.

Mas, é do lado situacionista que se encontra a maior instabilidade. É improvável que o PMDB não lance candidato próprio, mas o partido não conta com nomes fortes. O PT, aliado mais fiel do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, garante que terá seu próprio concorrente. O deputado estadual Guilherme Almeida, do PSC, já avisou que será candidato mesmo sem o apoio de Veneziano.

E o PP, apesar de toda a aproximação com o PMDB, não chega a contar como um legítimo aliado em Campina, e a deputada Daniella Ribeiro pode assumir a condição de prefeitável mesmo sem uma aliança com o Palácio do Bispo. Sendo assim, há uma forte tendência à dispersão das forças, à quebra da polarização. Até porque, ainda que um candidato do PSD tenha tendência de melhor relação com um candidato do PSDB, e um postulante do PP ou PSC seja mais próximo de um nome peemedebista, no calor da disputa é cada qual por si e todos contra todos. Se não houver a extrema polarização em 2012, Campina Grande já sairá ganhando.

Tese teimosa

Nos corredores da política campinense não falta quem assegure que o PSD trabalha para filiar o empresário Diogo Cunha Lima. Se o PSD quer em seus quadros o filho do ex-governador Cássio, só pode ser para lançá-lo candidato a prefeito de Campina Grande.

Aqui pertinho

A presidente Dilma Rousseff deve visitar mais uma vez o vizinho estado de Pernambuco. Até ontem, a agenda oficial da presidente não informava quais as cidades que devem receber a visita de Dilma, mas a previsão é de que o avião presidencial pouse em Recife na próxima terça-feira. Já sobre uma possível vinda da petista a Paraíba, nem se fala.

Homem de fé

Apesar dos infortúnios e descaminhos enfrentados pelo chamado “Pacto pela Paraíba”, seu idealizador, o deputado federal tucano Ruy Carneiro (foto), garante ainda crer na possibilidade de os congressistas paraibanos se unirem em prol dos interesses do estado.

Sementes

Apesar de reconhecer que, até o momento, o “Pacto pela Paraíba” não conseguiu produzir resultados efetivos, Ruy Carneiro acredita que o avanço do diálogo e a pressão da sociedade farão com que deputados e senadores paraibanos ponham de lado suas diferenças. “O povo quer que essas sementes não morram. Mas, às vezes, demora”, disse.

Baixaria

A péssima relação entre o prefeito de Massaranduba, Paulo Oliveira, e o presidente da Câmara Municipal, vereador José Aderaldo (o Deal), foi bater na porta da Polícia Civil.

Queixa

A primeira-dama de Massaranduba, Ana Lúcia de Barros, prestou queixa contra Deal, alegando que o vereador teria perseguido seus filhos, duas crianças de sete e doze anos.

A história

Segundo a Ana, Deal teria seguido e fotografado o carro que levava as crianças à escola, em Campina Grande. O vereador ainda teria xingado o motorista e os filhos do prefeito.

Bom para os outros

O detalhe nessa história é que Ana, além de primeira-dama, é a secretária de Educação de Massaranduba. E, mesmo assim, os filhos do casal vêm estudar em Campina Grande.

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